RESUMÃO: Os autores que mais caem no ENEM

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Resolvemos reunir nesse post os autores que mais caem no ENEM. A Filosofia e a Sociologia fazem parte das disciplinas de Ciências Humanas, uma das áreas de conhecimento abordadas no ENEM e outros vestibulares. Ao pensarmos em Filosofia, logo associamos aos seu principais personagens, os filósofos: Sócrates, Platão e Aristóteles, além de Descartes. E ao pensar em Sociologia, associamos os nomes de Weber, Durkheim e outros. Por isso, hoje, vamos falar um pouco sobre a Filosofia e também sobre essas personalidades.

A Filosofia Antiga surgiu através da necessidade de explicar de onde veio o mundo em que vivemos e como surgiu tudo: humanos, animais e natureza. Posteriormente, foram expandindo para os campos do saber, da realidade, do conhecimento, entre outros, sempre ligados aos questionamentos sobre a origem.

O Pensamento Mítico foi o primeiro de caráter filosófico do ser humano, onde se acreditava que deuses eram os regentes e criadores de todo o Universo, e que tínhamos uma ligação direta com eles através de sacerdotes e rituais religiosos. Após um certo período, questões sobre a origem desses deuses  ou por que não havia provas de que eles estavam presentes em qualquer situação foram levantadas. Despertando assim uma curiosidade e necessidade de comprovação de algo mais físico a partir da physis (daí veio o termo física) que significa natureza em grego. Assim surgiram os primeiros cientistas-filosóficos, onde se encaixam, após um certo período, nossa tríade filosófica. Agora vamos falar sobre eles:

Sócrates

Sua característica marcante é a oralidade e, por isso, não se tem nenhum texto, fragmento, sequer um pedaço de papel deixado por este filósofo, apenas diálogos feitos por Platão que foi seu discípulo. O método utilizado por Sócrates era a maiêutica, onde ele se considerava um parteiro, mas não de bebês, e sim de ideias. A prática do questionamento, segundo Sócrates, faz com que o indivíduo se questione sobre o que propaga através da fala. Para ele, a maior sabedoria é assumir a ignorância, por isso sua frase mais marcante até a contemporaneidade é: “só sei que nada sei.” 

Platão

Platão é discípulo e, inclusive, o único que trouxe para a história os fragmentos de Sócrates. Algumas vezes, confundi-se o que os dois apresentaram como forma de pensar e agir. Platão fundou a Escola de Atenas e acreditava na Geometria como antecedente para o pensamento filosófico, ou seja, sem saber Geometria, não se pode aprender Filosofia. Em sua obra principal, “A República”, encontra-se consciências filosóficas de acordo com a política e forma de vida do povo ateniense. Dentro dessa obra, encontra-se também o Mito da Caverna, inspirado em Sócrates. Esse ponto é muito importante e algumas vezes exigidos no vestibular, portanto, estude e pesquise sobre o assunto.

Também advindo da Alegoria da Caverna, Platão desenvolveu a Teoria das Ideias, onde tem-se o Mundo Inteligível (mundo das ideias) e o Mundo Sensível (mundo que vivemos, o “real”). Para ele, a ideia de algo vem antes da consciência real, do que é concreto. O Mundo Inteligível é imortal, portanto não há limitações nem dimensões que possam defini-lo e, assim, Platão o considerava o mais importante.

Aristóteles

Aristóteles foi aluno de Platão, inclusive considerado o melhor de todos, mas ainda assim apresentava posicionamento totalmente adverso de seu professor. O Mundo Sensível era o mais importante para ele, pois, como o homem faz parte dele, ele compreende melhor as transformações do mundo em que vive. Dessa forma, ele pontuou 3 elementos: peixes, aves e a natureza como um todo. Aristóteles se preocupava em escrever e apresentar seu pensamentos até mesmo para quem não tinha conhecimento da Filosofia. Em desacordo com Platão, Aristóteles prosseguiu seus estudos sobre o Mundo Sensível e constatou que os seres possuem matéria e forma. Nesse sentido, não é possível idealizar tal elemento natural sem antes tê-lo visto.

Descartes

René Descartes foi um filósofo francês do século XVII, marcando a Idade Moderna com o desenvolvimento da crítica à ciência religiosa, abrindo espaço para um racionalismo com fundamentos teóricos que agora seriam estruturados no método cartesiano.

Esse método em si baseia-se no poder do questionamento. Para Descartes, a priori, devemos questionar tudo, pois somente assim poderíamos obter verdades absolutas e fundamentadas sem que sejam abaláveis.

Ao colocar tudo em dúvida, Descartes se depara com uma certeza: “se estou conseguindo questionar é porque estou vivo para tal”. Logo, eis a célebre frase “Penso, logo existo”.

O valor que o filósofo dá às ciências exatas embasa sua desenvoltura com o pensamento racional na filosofia. Seus estudos sempre visam a obtenção da verdade e os modos como podemos fazer para alcançá-la.

Todos estes filósofos desenvolveram pensamentos filosóficos dedicados a diferentes ramos como a política, o conhecimento, a própria física e matemática, entre outros. Em breve aprofundaremos mais sobre essas áreas e a Filosofia aqui no blog.

 

E sobre a Sociologia, qual é a relação do pensamento de Durkheim e Weber? Quais são os principais conceitos que devem ser levados para a prova?

Durkheim e Weber

Émile Durkheim, francês, e Max Weber, alemão, foram dois sociólogos do final do século XIX que são considerados os pais fundadores da Sociologia como Ciência junto com Karl Marx. O enfoque em trabalhar os dois de maneira complementar refere-se ao fato deles se contraporem no que tange à dicotomia indivíduo/sociedade.

Para Durkheim, os indivíduos são frutos do meio social que estão inseridos. Quando nascemos, leis e normas morais já estão formuladas e apenas as absorvemos na criação interior do nosso “eu”, ou seja, criamos o nosso “eu” baseado no que absorvemos do coletivo ao nosso redor. Esses seriam os fatos sociais: o indivíduo é submisso à sociedade.

Durkheim, tendo como plano de fundo a ideia de fatos sociais, analisa também a questão do suicídio. Para ele, o ato de tirar a própria vida possui diversas naturezas, que podem ser conceituadas como:

  • Suicídio egoísta: quando um indivíduo comete suicídio por não estar integrado aos núcleos sociais ao seu redor, como família, escola ou  trabalho. Uma analogia à cultura pop seria o caso da Hannah Baker na série Thirteen Reasons Why;
  • Suicídio altruísta: o oposto do egoísta. Quando o indivíduo comete suicídio por estar integrado demasiadamente à sociedade ao seu redor, sendo capaz de entregar a própria vida por ideais ou tradições, como o caso dos kamikazes japoneses durante a Segunda Guerra Mundial;
  • Suicídio anômico: quando o indivíduo, ao se deparar com uma mudança abrupta e impactante em sua vida, decide suicidar-se por não aguentar a realidade, como por exemplo, o suicídio de um pai pela tristeza da perda de um filho.

No entanto, Weber apresenta uma visão contrária a Durkheim. Para o sociólogo alemão, o indivíduo possui sim certa autonomia perante o tecido social a qual se encontra inserido. Para ele, só conseguimos entender o coletivo analisando as particularidades de seus integrantes. O indivíduo não é mais submisso à sociedade.

Para comprovar sua teoria, Weber estuda os tipos de dominações legais que se apresentam nas sociedades. Através do ganho de legitimidade de uma liderança, essa por sua vez, influencia definitivamente o conjunto social ao seu redor. Essas são:

  • Dominação racional-legal: realizada pela formulação de leis formais que regem as ações dos indivíduos que compõem o conjunto em questão, como o próprio Estado ou empresas em geral;
  • Dominação tradicional: realizada pela santificação da tradição, onde a estruturação de certos paradigmas com o decorrer do tempo determina imperativos morais aos indivíduos do conjunto, como a aceitação da monarquia britânica mesmo sem efetivos poderes;
  • Dominação carismática: realizada por uma figura pública de grande apelo emotivo, que cativa seguidores pela suas qualidades vistas como ideais a serem tomadas como exemplo, como Simone de Beauvoir.

O exemplo da dominação carismática weberiana ratifica a tese do sociólogo que o individual pode sim exercer sua força social no coletivo.

Além disso, Max Weber também realiza um estudo sobre o desenvolvimento do Capitalismo e busca raízes históricas na Reforma Protestante. Como o próprio nome de sua obra sugere, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, o sociólogo chama atenção sobre como os novos paradigmas morais introduzidos pelo surgimento de religiões protestantes, principalmente o Calvinismo, na Europa influenciou o progresso desse novo modo de produção.

Segundo Weber, o protestantismo tratou o trabalho como um momento de comunicação com Deus e o lucro advindo do mesmo seria uma gratificação divina, ao contrário da lógica cristã que condenava o lucro e pregava um momento ocioso para se ter um contato com Deus – ir à Igreja. Com a valorização do trabalho, o capitalismo pôde ganhar impulsos para se estruturar como um sistema hegemônico na Europa. Para analisar tais aspectos, Weber percebeu que países onde as doutrinas protestantes tiveram maior espaço também foram os países que alcançaram maiores níveis de desenvolvimento comercial e industrial.

 

Além desses autores, Nicolau Maquiavel está entre os temas que mais caem no ENEM na área de Ciências Humanas. Confira o post que fizemos sobre ele aqui.