O que são os transgênicos?

Entenda o que são e quais as funções dos transgênicos

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Postado: 6 de agosto, 2020
transgênicos

A cada ano que passa, a Engenharia Genética parece ser capaz de riscar um pouco mais a palavra “impossível” do vocabulário, descobrindo e performando técnicas jamais imaginadas pela humanidade. Um exemplo clássico disso é a tríade que inovou o mundo: clonagem, células-tronco e os transgênicos.

O ENEM é famoso por abordar temas atuais e relevantes, sendo um deles os transgênicos, que já apareceram bastante não só nele como em outros vestibulares. Por isso, vamos falar sobre eles?

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O que são os transgênicos?

São chamados de transgênicos os organismos geneticamente modificados (OGM), ou seja, são seres vivos que possuem genes de outra espécie inseridos através de procedimentos desenvolvidos pela Engenharia Genética.

Tal técnica visa colocar no material genético de um indivíduo um gene novo, externo, de outra espécie, sendo esse o “transgene” que tem como objetivo principal melhorar algum processo, desde aumentar a produtividade de uma planta até mesmo a produção de substâncias que o organismo original não produzia.

Onde encontramos os transgênicos?

A aplicação da técnica de transgenia é extremamente comum nos dias atuais, e podemos encontrá-la em mais de uma área, como:

  • Agricultura: uma grande parte das commodities da agricultura brasileira e mundial são transgênicas. Isso porque elas foram modificadas geneticamente com o objetivo de tolerar vários herbicidas, resistir diferentes espécies de insetos ou até mesmo aumentar sua produtividade. Por exemplo, a soja, o milho, o algodão e a canola são commodities que, em sua maioria, são transgênicas.
  • Saúde: muito do avanço da medicina contou com a ajuda de transgênicos. Há um número alto de vacinas criadas por meio de métodos da biotecnologia, além de tratamentos, diagnósticos e medicamentos sendo desenvolvidos com a ajuda da transgenia. Alguns exemplos são as vacinas contra a Hepatite B e a vacina contra a Dengue, usadas para imunizar animais. A principal e mais famosa aplicação da transgenia na área da saúde é a produção de insulina por meio de organismos transgênicos, no tratamento de pessoas diabéticas. É feito de tal forma: pegam bactérias Escherichia coli (comuns na flora intestinal humana) e inserem genes humanos responsáveis pela produção do hormônio insulina e assim tornam-se capazes de produzir.
  • Alimentos: diz-se que é alimento transgênico aquele que tem seu DNA modificado pela inserção de um ou mais genes de outro organismo, ou que possui, em sua formulação, ingrediente que passou pelo processo da transgenia. Comparando fisicamente os alimentos comuns e os transgênicos, não é possível observar nenhuma diferença entre eles. Entretanto, os geneticamente modificados possuem características que melhoram seu cultivo e sua produtividade. Os alimentos mais produzidos são aqueles que apresentam grande resistência a pragas, necessitando de menos agrotóxicos. Além desses produtos, existem também espécies de frutas que apresentam maior prazo para amadurecimento e aquelas com maior valor nutricional. Existem cada vez mais alimentos transgênicos atualmente, os maiores exemplos são os grãos, os fungos e as leveduras, que atuam na fermentação e na preservação dos aromas e sabores de diversas comidas e bebidas.

A polêmica dos alimentos transgênicos:

Apesar de parecerem uma ótima alternativa para a agricultura e para a população, a questão dos organismos geneticamente modificados é recheada de dúvidas e compõe uma enorme polêmica no meio científico, principalmente no que diz respeito à saúde humana. Um dos pontos debatidos é que os transgênicos poderiam gerar problemas de alergia a longo prazo. Vale destacar, no entanto, que, após mais de 10 anos de uso, ainda não se registraram danos negativos aos consumidores de organismos geneticamente modificados.

Uma outra pauta é o meio ambiente, em que os transgênicos também são severamente atacados, pois o uso de sementes resistentes a pragas pode levar as ervas daninhas e herbívoros à resistência. Essa resistência acarreta um maior uso de agrotóxicos e, consequentemente, aumenta os resíduos desses produtos nos alimentos e no próprio ambiente, desencadeando desequilíbrios ecológicos. Temos inclusive uma matéria no blog falando sobre isso, clique aqui para ler!

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