Entenda como funcionam as eleições de 2020 nos EUA

A população estadunidense foi às urnas esta semana para escolher seu próximo presidente. Neste post, explicamos melhor como funciona as eleições presidenciais nos EUA!

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Postado: 5 de novembro, 2020
eleições 2020 eua

Nesta terça-feira (03), milhões de cidadãos e cidadãs estadunidenses foram às urnas para decidirem quem será o novo presidente dos EUA, o republicano Donald Trump ou o democrata Joe Biden. No post de hoje, iremos explicar como funciona o sistema eleitoral norte-americano e como ele irá influenciar o resultado da eleição presidencial de 2020.

Quem pode votar?

Qualquer cidadão ou cidadã estadunidense maior de 18 anos pode votar nas eleições presidenciais.

Ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório. O que causa, em todas as eleições, intensas mobilizações por parte de personalidades da mídia incentivando a população a votar. Nas eleições de 2020, foi a vez de Lady Gaga encorajar seus co-cidadãos a votarem.

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Entendendo o sistema eleitoral indireto

A primeira coisa que precisamos saber é que o sistema eleitoral dos EUA é indireto. Portanto, os candidatos à presidência não estão apenas disputando o voto popular e direto. Há algo ainda mais fundamental do que eles: os votos do colégio eleitoral.

Composto por delegados, espécie de representantes dos eleitores(as) de cada estado, o colégio eleitoral é quem decide a disputa pela presidência.

Como é decidido o vencedor?

Para ser eleito, o(a) candidato à presidência deve conquistar pelo menos 270 dos 538 delegados do país. E como ele faz para conseguir isso? Sendo o mais votado(a) nos estados com o maior número de habitantes.

Isso porque, nos EUA, os delegados são distribuídos pelos estados proporcionalmente ao tamanho da população local. Ou seja, estados como a Califórnia, que possui cerca de 12% da população nacional, possui 59 delegados, enquanto o pequeno Wyoming possui apenas 3 representantes. Logo, é preciso ter em mente que nem sempre o resultado da votação direta será igual o resultado concreto das eleições presidenciais.

A última corrida presidencial, em 2016, disputada por Donald Trump e Hillary Clinton é um exemplo disso. Clinton obteve um total de 3 milhões de votos populares a mais que Trump, porém ficou atrás no número de delegados: apenas 227 diante dos 304 conquistados pelo atual presidente dos EUA e perdeu.

Nos próximos dias acompanharemos os desdobramentos da apuração eleitoral que vai selar a disputa entre Biden e Trump, e revelar quem será o próximo presidente dos EUA. Independente do vencedor, o resultado terá importante impacto nas relações geopolíticas de todo o globo.

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