A importância do estudo da Cidadania no Enem

Entenda o conceito de cidadania e a importância de sua expansão.

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Postado: 31 de julho, 2020
Cidadania no Enem

O conceito de cidadania é muito importante para o estudo de humanas, no entanto, não podemos considerá-lo como estático no tempo e espaço. Ou seja, o significado do termo cidadania é mutável conforme as circunstâncias históricas e espaciais.

Além da importância para o estudo de humanas, o conceito de cidadania também é muito prezado por vestibulares de maneira geral, principalmente o ENEM. Muitas vezes, os exames se preocupam mais com a interpretação dos fenômenos por parte dos alunos do que com os eventos em si.

Nesse sentido, tão importante quanto entender os pontos gerais de cada constituição na história do Brasil, por exemplo, é compreender outros mecanismos de exercício de cidadania por parte do povo, principalmente das camadas populares. O ponto de partida deve ser a assimilação de cidadania como algo que vai muito além do ato do voto.

Cidadania no Enem

Um exemplo muito marcante disso na cultura brasileira é o carnaval. A ocupação das ruas pelo povo em blocos e festas é uma maneira essencial de se exercer democracia, que não necessariamente passa pelo aparato oficial do Estado.

Isso não anula o fato de que a expansão do direito ao voto e de participação política sejam importantes. Essa análise apenas nos chama a atenção para a expansão do conceito de cidadania como fundamental para o melhor entendimento de uma sociedade e suas dinâmicas internas.

Por décadas na história brasileira, manifestações culturais populares como o samba, o carnaval, crenças religiosas de matriz afro-brasileira, capoeira, entre outras foram perseguidas e ignoradas pelo Estado. No entanto, não podemos desconsiderá-las como mecanismos de reconhecimento por parte dessas camadas excluídas.

Além da cidadania oficial, que necessita do aval legal da participação da população na política, devemos levar em conta que, nessas frestas em que o poder nem sempre consegue controlar, também existe o exercício de se reconhecer como cidadão, porém de maneira não-oficial. No entanto, essas noções não-institucionais de cidadania não devem servir como um pretexto para deixarmos de defender a expansão de direitos para todas as camadas da população.

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