Sete erros mais comuns na hora de estudar

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Na casa do estudante Felipe Nunes, de 20 anos, a rotina é repleta de materiais de estudos para a prova do ENEM como cadernos, livros, simulados, entre outros. Essa rotina se assemelha à de outros milhões de brasileiros que chegam nessa época do ano – a reta final – e focam todas as suas atenções para a prova.

Já que não há uma fórmula secreta para a aprovação, o jeito é preservar a qualidade de sua rotina de estudos para que se tenha um bom resultado.

— O Enem é tanto uma questão de resistência quanto de conhecimento. Por isso, faço uma preparação física e psicológica. Durmo cerca de sete horas por noite e tento me concentrar estudando sozinho, apesar de saber que o celular, às vezes, atrapalha o foco – declara Felipe, vestibulando de Medicina.

Para nosso professor de Planejamento de Estudos, Eduardo Galves, o aluno deve criar sua rotina de estudos focalizando no seu aprendizado, sem deixar seu planejamento e horas de sono de lado:

— Já vi bons alunos terem o desempenho afetado por noites mal dormidas e por falta de planejamento dos estudos. É importante combinar dedicação e qualidade de vida – diz o professor.

Eduardo Galves ainda acrescenta o cuidado que se deve ter com o esforço em excesso:

— Algo que acontece com frequência é o aluno não dedicar tempo suficiente para o descanso. Muitos candidatos se cobram demais e exageram na hora da preparação. Dormir sete horas por noite, no mínimo, é fundamental. Além disso, as pausas entre os períodos de estudo ajudam a manter tanto a atenção quanto a disposição.

Para o nosso professor de Literatura, Marco Laurindo, a rotina organizada e uma vida saudável ajudam no aproveitamento correto da rotina de estudos:

— O Enem é uma prova cansativa, que exige um conhecimento prévio do estilo do exame, muita leitura e boa escrita. No entanto, cada aluno precisa conciliar a rotina pesada com alimentação saudável e exercícios físicos. Estará melhor preparado quem entender que o exame é um teste mental e físico.

— A chave de tudo é um bom planejamento. Depois de montado, é só aproveitar transformando o esforço em hábito. Pela minha experiência, tudo aquilo que é repetido por 21 dias vira hábito. Se o candidato executar o plano inicial por esse período, a preparação para o Enem vai entrar para a rotina da pessoa — afirma Eduardo Galves, que considera o planejamento fundamental para um vestibulando.

O professor ainda ressalta a importância da organização dos assuntos a serem estudados já que terminar a semana com um assunto considerado difícil ou que se tenha menos afinidade pode ser desgastante:

— O método Top Heavy é bem útil. Ele deixa as disciplinas mais difíceis, ou aquelas mais pesadas, para o início da semana. Assim, os candidatos podem estudar aquelas áreas que sentem mais facilidade em dias próximos ao fim da semana, quando a energia já não é mais a mesma.

Esse método inclui as disciplinas mais difíceis e que possam vir a exigir mais do aluno sejam abordadas no início do planejamento de estudos e assim deixando os conteúdos mais agradáveis e “leves” para o fim da semana ou do planejamento em geral, como próximo do ENEM, por exemplo.

Como são abordadas 5 áreas de conhecimento no ENEM, o aluno deve ter garantido todo o aprendizado em todas essas áreas. E o professor Marco Laurindo acrescenta:

— Os alunos precisam intercalar disciplinas, conciliando os conhecimentos com frequência, seja para ler bem, escrever ou desenvolver o raciocínio lógico. Simular o maior número possível de situações de prova surte efeito muito positivo no Enem — argumenta Marco.

Eduardo Galves finaliza, ressaltando que a variação de conteúdos a ser estudados deve ser priorizada:

— Com essa variedade de temas, há necessidade de se estudar todas as cinco áreas do conhecimento. E não é só isso, os candidatos devem passar por elas constantemente. Para ir bem no Enem, é preciso uma combinação harmônica das disciplinas.

Quer mais dicas? Veja aqui.

Créditos: O Globo