Os mitos sobre a doação de órgãos

Saiba quais são os mitos e verdades a respeito da doação de órgãos.

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Postado: 4 de novembro, 2020 - Atualizado: 6 de novembro, 2020
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O ato de salvar uma vida muitas vezes parece algo impossível de ser realizado. Entretanto, somos capazes de salvar alguém com atitudes indo desde doar sangue até a de ser um doador de órgãos.

Todos os anos milhares de vidas são salvas por meio da doação de órgãos. No Brasil, o número de pessoas na fila por um órgão, foi de 40 mil no ano de 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Infelizmente, mesmo que nos últimos anos o número geral de doadores de órgãos e de transplantes realizados no país tenha aumentado, o assunto “doação de órgãos” ainda é extremamente permeado de inverdades que afetam negativamente a compreensão da população sobre a pauta. Há uma grande deficiência de informações sobre os processos dos transplantes e das doações, e por isso, precisamos esclarecer e sanar as dúvidas possíveis.

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Quais os mitos e verdades sobre a doação de órgãos?

“Preciso deixar um documento ou registro expressando a minha vontade de ser doador de órgãos.”

MITO: Para ser doador basta expressar sua vontade para sua família. Não há necessidade de qualquer documento ou carta que tenha esse registro. No momento da doação, serão os familiares de primeiro ou segundo grau (pai, filho, irmãos, avós, cônjuges), que assinarão o documento de consentimento autorizando a doação dos órgãos e tecidos.

“Ocorrem deformidades no corpo após a doação de órgãos e ele não pode ser velado”

MITO: Os órgãos doados são removidos cirurgicamente. Não há nenhuma desfiguração do corpo, podendo ser velado ou cremado normalmente, sem necessidade de nenhum preparo especial.

“Não é possível escolher para quem doarei o órgão após a morte”

VERDADE: Na doação em vida, o doador pode escolher para quem seu órgão será doado. Entretanto, na doação após a morte, os órgãos serão doados para receptores que aguardam em uma lista única de espera.

“Os custos da doação dos órgãos deverão ser pagos pela família do doador”

MITO: O doador e sua família não terão nenhum custo com a doação dos órgãos. Da mesma forma que não haverá nenhum ganho financeiro.

“Quase todos os órgãos podem ser doados.”

VERDADE: Os órgãos e tecidos podem ser doados. Um único doador pode fornecer dois rins, um fígado, um coração ou as válvulas cardíacas, um pâncreas, dois pulmões, intestino, duas córneas, ossos, medula e pele.

“Pessoas com melhores condições financeiras podem passar na frente na fila de espera da doação de órgãos.”

MITO: No Brasil, há uma lista de espera única, que independe de condição financeira ou classe social, e estão cadastradas pessoas que necessitam de órgãos e tecidos. A seleção dos candidatos ao órgão é realizada por compatibilidade com o doador, tudo realizado por um sistema virtual seguro que comporta o histórico dos pacientes em lista, seguindo critérios como urgência de transplante e tempo de espera.

“A morte encefálica e o coma podem ser confundidos.”

MITO: A declaração de morte encefálica é irreversível e é atestada por dois médicos diferentes, seguindo os critérios do Conselho Federal de Medicina, a fim de comprovar a ausência de reflexos do tronco encefálico (cérebro), através da realização de dois exames clínicos e um teste gráfico. Apenas nesta condição é possível a doação de múltiplos órgãos. Já a pessoa em coma, pode respirar sem a ajuda do ventilador, apresentando atividade cerebral e fluxo sanguíneo no cérebro.

“Idosos e pessoas com histórico de doença não podem ser doadores”

MITO: Qualquer pessoa pode ser um potencial doador de órgãos. A possibilidade de transplante dos órgãos ou tecidos é determinada pela condição de saúde atual no qual estes se encontram, o que independe da idade ou histórico médico. Na ocasião da morte, a equipe médica fará uma avaliação do seu histórico médico e de seus órgãos.

“Ao invés de doar, posso vender meus órgãos ou de algum familiar.”

MITO: A venda e a compra de órgãos são proibidas por lei no Brasil. A Lei Federal 9.434/97 estabelece, entre outras coisas, que comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano (artigo 15) é ação passível de pena de “reclusão, de três a oito anos, e multa, de 200 a 360 dias-multa”, conforme trecho da lei.

“A pessoa para quem o órgão é doado passa a se comportar como o doador.”

MITO: Órgãos e tecidos não possuem nenhuma característica emocional, estética ou comportamental do doador. O receptor de um órgão apenas tem uma melhora em seu quadro de saúde e qualidade de vida.

“É possível doar órgãos em vida.”

VERDADE: Em vida é possível doar um dos rins (já que é um órgão duplo), medúla óssea e partes de fígado e pulmão.

E por fim, é verdade que um único doador pode salvar até 10 vidas. Por isso, seja doador de órgãos, salve vidas!

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