O Combate ao Consumo de Entorpecentes no Brasil

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QGnianos! Saiu mais um tema de redação do curso Redação na Prática 2017. Vale lembrar que os alunos do pacote ILIMITADO, a partir de agora, terão um prazo de uma semana para entregar cada tema para correção.  Já os alunos do curso Redação na Prática terão 15 dias para entregar cada tema para correção. As correções são feitas pela nossa parceira Imaginie, a maior plataforma de correções de redações para ENEM e vestibulares. Não deixe de conferir o tema até o final e treinar sobre o O Combate ao Consumo de Entorpecentes no Brasil

Redação na Prática: as redações deste tema podem ser entregues até o dia 05/11/2017.

Ilimitado: as redações deste tema podem ser entregues  entre os dias 29/10/2017 e 30/07/2017.

Tema: O Combate ao Consumo de Entorpecentes no Brasil

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O Combate ao Consumo de Entorpecentes no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

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Uso de drogas aumenta entre os adolescentes no país

Jovens também estão se arriscando mais em relações sexuais sem preservativos, diz IBGE

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada ontem pelo IBGE, traz dados alarmantes sobre os hábitos dos adolescentes brasileiros. O trabalho, referente ao ano de 2015, foi realizado com estudantes concluintes do 9º ano em escolas públicas e privadas de todo o país, a maioria entre 13 e 15 anos. Os resultados mostram que o percentual de jovens que já experimentaram bebidas alcoólicas subiu de 50,3%, em 2012, para 55,5% em 2015; já a taxa dos que usaram drogas ilícitas aumentou de 7,3% para 9% no mesmo período. Também subiu o número dos que relataram a prática de sexo sem preservativos, de 24,7% para 33,8%.

— É na adolescência que se estabelecem hábitos que serão levados pela vida adulta — disse Marco Andreazzi, gerente da pesquisa, ressaltando a importância de políticas de prevenção de doenças para esta faixa etária. — No Brasil, 72% dos óbitos são provocados por doenças crônicas, e elas estão diretamente relacionadas a hábitos não saudáveis.

Pela legislação brasileira, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos para menores de 18 anos, mas os números mostram que a prática é bastante difundida. O problema é levemente mais grave entre as meninas, com 56,1% delas já tendo experimentado álcool, contra 54,8% dos garotos. Em termos regionais, a questão é mais preocupante no Sul, onde 65,9% dos entrevistados relatam já terem bebido.

A forma mais comum de se conseguir bebidas são as festas, apontadas por 43,8% dos adolescentes que já consumiram álcool, mas 17,8% deles revelaram ter conseguido bebidas com amigos; 14,4% comparam em mercado, loja ou bar; e 9,4% conseguiram a bebida com alguém da própria família.

Entre as drogas ilícitas, 4,2% dos entrevistados revelaram ter feito uso nos 30 dias que antecederam a pesquisa — um indício que eles fazem uso regular das substâncias, num percentual maior entre os meninos (4,7%) que as garotas (3,7%). O estudo questionou o uso específico da maconha, e 4,1% dos estudantes revelaram terem fumado nos últimos 30 dias antes do preenchimento do questionário.

— Temos um problema grave com a bebida alcoólica, com mais da metade da população pesquisada já tendo experimentado — afirmou Andreazzi.

Para Cheila Marina de Lima, consultora técnica do Ministério da Saúde, uma das saídas poderia ser a maior regulamentação da propaganda de bebidas alcoólicas. Pela legislação atual, apenas bebidas com grau alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac, como vodca e uísque, são proibidas de veicular publicidade entre 6h e 21h.

— Um dos grandes desafios do país é como trabalhar para regulamentar a propaganda de bebidas — disse Cheila.

A preocupação é válida. De acordo com Luciana Rodrigues Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o efeito do álcool e das drogas nos adolescentes é mais danoso que nos adultos, pois o organismo deles ainda está em formação. E quanto mais cedo o jovem começa a consumir, pior será o dano no futuro, com maiores riscos de desenvolvimento de doenças hepáticas e alterações psiquiátricas, entre outros problemas graves.

— Eu acho que hoje existe uma permissividade maior que há alguns anos — avalia Luciana. — O álcool é uma droga considerada permitida pela sociedade, e muitas vezes os adolescentes presenciam o consumo excessivo pelos próprios pais dentro de casa.

Em relação ao sexo, a taxa de jovens que já tiveram relações sexuais caiu ligeiramente nos últimos três anos, de 28,7% em 2012 para 27,5% em 2015. Mas o uso da camisinha despencou quase dez pontos percentuais, de 75,3% para 66,2%, segundo a pesquisa.

— O que eu ouço muito no consultório é que eles usam o preservativo na primeira vez, mas depois deixam de usar, dizem que já conhecem o parceiro ou parceira. E também existe o sentimento de invulnerabilidade, característico dessa fase — avalia o médico Maurício de Souza Lima, especialista em hebiatria (tratamento de adolescentes). — Essa geração não viu a imagem de pessoas morrendo com Aids, como o Cazuza. Eles acham que se forem contaminados, o problema é resolvido tomando remédio, o que não é verdade.

(www.oglobo.com.br)

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