Matemática Básica no Brasil

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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) fez uma análise dos dados do último Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA) para concluir o nível de conhecimento da matemática básica entre 65 países.

A boa notícia é que o número de alunos brasileiros na faixa de 15 anos sem conhecimento básico de matemática caiu em 18% de 2003 para 2012 (data dos últimos dados coletados).  O Brasil foi um dos países que mais reduziram essa taxa. A parte ruim é que o Brasil ficou em 58º lugar no ranking, atrás de países como Albânia e Costa Rica.

O estudo leva em consideração que para chegar no primeiro nível, o aluno precisa ter noções básicas da matemática como operação de adição. Ao todo, são 6 níveis nas disciplinas analisadas (matemática, ciências e leitura). Para a pesquisa, alunos abaixo do nível 2 terão dificuldade de aprendizado nas escolas e futuramente no mercado de trabalho, o que dificultaria uma possível ascensão social.

Em 2002, o Brasil pontuou 356 em matemática. Já em 2016, obteve 391 pontos, a média dos países foi 494. Na pesquisa, 67,1% dos alunos brasileiros entre 15 e 16 anos ficaram abaixo do nível 2 e apenas 0,8% atingiram os níveis 5 e 6. Para se ter noção, o primeiro do ranking foi Xangai (China) com 55,4% dos alunos nos níveis 5 e 6.

Uma explicação para a posição do Brasil no ranking foi a integração de estudantes da zona rural no sistema educacional. Uma das partes boas dessa integração é que ela significa que mais pessoas têm acesso à educação. A taxa de escolarização do país passou de 65% em 2003 para 78% em 2002.

Esses novos alunos que são desfavorecidos socialmente acabam apresentando atrasos no aprendizado. Se a pesquisa não tivesse considerado eles, o Brasil teria subido no ranking. O país também apresenta uma alta taxa de repetência, 36% de alunos de 15 anos já repetiram de ano pelo menos uma vez.

Já em relação a redução do número de alunos sem conhecimento básico, parte disso se deve a melhorias na formação dos professores. Além disso, deve-se levar em conta um maior investimento em educação. Entretanto, a OCDE ainda considera o gasto por aluno entre 6 a 15 anos baixo. O Brasil investe um pouco mais da metade do valor estimado como fundamental.

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