Filosofia no Enem: Nietzsche

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No dia 25 de agosto de 1900, morria Friedrich Nietzsche. Mas tá, e eu com isso?! Bom, esse célebre filósofo esteve presente na prova do Enem de 2015, então, achamos melhor contar para você um pouquinho sobre ele. Partiu?

O filósofo alemão escreveu muito sobre a maneira que as pessoas tomam as decisões em suas vidas, por isso, ele criticava muitas das ideias de moral em voga da época, já que acreditava que não haviam fatos reais sobre certo e errado. Para ele, cada um deveria criar seus valores morais.

Com isso, Nietzsche criticava muito o cristianismo, pois achava que não havia sentido em uma pessoa sentir pena de outra mais “fraca”. De acordo com o filósofo, pessoas fracas se apoiam no amor das pessoas mais fortes para se proteger. Ele acreditava que deveríamos ser mais fortes que isso.

O alemão defendia que cada um deveria estar consciente de seu próprio corpo e do mundo real em que vive. Ele disse para seus leitores para não viverem em um sonho ou tomarem decisões pautadas em pensamentos irreais. Ele acreditava que a ideia de céu era fruto de uma incapacidade de lidar com a vida no mundo.

Nietzsche falava que o mundo é uma coisa toda conectada, incluindo o Homem e a natureza. Ele criou a ideia da “vontade de poder”.  Nela, todos e tudo tentam se superar, derrotar ou se controlar. Assim, se o mundo é uma coisa só, essa força é a que move ele.

O filósofo pensava que os seres humanos obteriam sucesso quando se superassem, e ele pensava que quando uma pessoa se superava, ela se tornaria melhor e diferente. O ser que alcançasse esse objetivo seria chamado de “super-homem”, pois seria mais forte que todos e não se restringiria com a ideia dos outros do certo e errado.

Agora que já sabemos um pouco sobre o filósofo, vamos conferir a questão do Enem de 2015:

A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e, enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

A) O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.
B) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.
C) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.
D) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.
E) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.

Resposta: C