Diferença entre Inflação e Deflação

Entenda como esses fenômenos influenciam diretamente nosso cotidiano

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Inflação e Deflação

A carga de matérias e disciplinas durante toda a formação escolar, infelizmente, nem sempre engloba discussões mais específicas a respeito da Economia como uma ciência própria. No entanto, os estudos a respeito de Economia acabam aparecendo como plano de fundo de diversos fenômenos históricos, atualidades e, inclusive, como contextualização de questões de matemática financeira, sem deixar de lado o próprio ENEM. Por isso, o objetivo dessa matéria é apresentar conceitos básicos de economia que são bem recorrentes em provas e vestibulares. Inflação e deflação: o que são e qual a diferença?

De maneira bem resumida, porém bem precisa, inflação é definida como aumento de preços, exemplo: “o preço da carne no Brasil inflacionou”. Isso significa que o preço da carne no Brasil aumentou em relação ao mês/ano/trimestre passado (depende da comparação feita no caso). Por outro lado, deflação, por sua vez, é definida como queda de preços. A conceituação em si não é a complexidade maior, mas sim o porquê desses dois processos ocorrerem.

Inflação e Deflação

Diversos fatores e motivos podem gerar inflação e/ou deflação, mas um deles é mais recorrente tanto em notícias como em atualidades: a circulação de dinheiro. Vamos entender esse fenômeno a partir de um exemplo: supomos que o Brasil decida imprimir mais dinheiro para pagar dívidas. Com isso, a quantidade de moeda circulando aumenta, logo, fica mais viável encontrar Real circulando na economia brasileira. Lembra da “Lei da Oferta e Procura”? Pois é! Como fica “fácil” encontrar Real no mercado, o Real começa a se desvalorizar. Por isso que como, nesse exemplo, o nosso dinheiro estaria valendo menos, nós precisaríamos de mais dinheiro para comprar carne (outro exemplo). Assim, o preço da carne subiria: essa é a inflação.

O grande problema é que nem sempre os salários das pessoas também crescem, logo, os produtos vão ficando mais caros e ficamos mais “apertados” no final do mês em um cenário hipotético de crise inflacionária. No entanto, não se engane ao achar que deflação, por outro lado, é um fenômeno positivo por representar queda nos preços.

Vamos a outro exemplo: supomos que, com o cenário atual de pandemia, as pessoas decidam evitar gastar dinheiro e começar a guardar para um futuro incerto. Com isso, o arrecadamento de muitas empresas cairia, pois como as pessoas não estariam comprando com a mesma frequência de antes, os preços precisariam ser mais atrativos e diminuírem, afetando assim o lucro final da empresa. Como esse faturamento das empresas estaria caindo, muitas optam por economizar demitindo trabalhadores. Isso em grande escala gera uma massa de desempregados. Quanto mais desempregados, menos compras sendo realizadas, menos dinheiro circulando e isso se torna um ciclo terrível: a deflação.

Um exemplo de crise deflacionária foi a Crise de 1929. Logo, percebe-se que esses dois fenômenos não são bons, mas também não são ruins, pois depende da situação. Em uma crise inflacionária (muita moeda circulando), muitos governos optam por uma política econômica deflacionária (diminuindo o dinheiro circulando e retomando os preços ao ideal). Como podemos observar, isso vai de caso a caso e deve ser analisado com calma por economistas. Por isso, Economia insere-se dentro do campo das ciências Humanas, porque o cenário político e social precisam ser analisados, não bastam apenas os cálculos.

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