Desafio do acesso a bens culturais no Brasil

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QGnianos! Saiu mais um tema de redação do curso Redação na Prática 2018. Vale lembrar que os alunos do pacote ILIMITADO terão um prazo de uma semana para entregar cada tema para correção.  Já os alunos do curso Redação na Prática terão 15 dias para entregar cada tema para correção. As correções são feitas pela nossa parceira Imaginie, a maior plataforma de correções de redações para ENEM e vestibulares.

Redação na Prática: as redações deste tema podem ser entregues até o dia 24/05/2018.

Ilimitado: as redações deste tema podem ser entregues até o dia 06/05/2018.

TEMA: Desafio do acesso a bens culturais no Brasil

Texto I

Acesso à cultura no Brasil

A relação entre cultura e direitos humanos, bem como de seu papel na luta contra a discriminação, são questões que o Brasil enfrenta. Entretanto, a integração da cultura com as demais políticas sociais é uma experiência recente que necessita ser aperfeiçoada.

Desigualdades no acesso à produção cultural:

  • Entretenimento: a minoria dos brasileiros frequenta cinema uma vez no ano. Quase todos os brasileiros nunca frequentaram museus ou jamais frequentaram alguma exposição de arte. Mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora muitos saiam para dançar. Grande parte dos municípios não possui salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais multiuso.
  • Livros e Bibliotecas: o brasileiro praticamente não tem o hábito de leitura. A maioria dos livros estão concentrados nas mãos de muito poucos. O preço médio do livro de leitura é muito elevado quando se compara com a renda do brasileiro nas classes C/D/E. Muitos municípios brasileiros não têm biblioteca, a maioria destes se localiza no Nordeste, e apenas dois no Sudeste.
  • Acesso à Internet: uma grande porcentagem de brasileiros não possui computador em casa, destes, a maioria não tem qualquer acesso à internet (nem no trabalho, nem na escola).
  • Profissionais da Cultura: a metade da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada ou trabalha por conta própria.

(http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/culture-and-development/access-to-culture/)

 

Texto II

Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

V – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação;

Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

  • A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à:

I defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;

II produção, promoção e difusão de bens culturais;

III formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;

IV democratização do acesso aos bens de cultura;

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm)

 

Texto III

Roteiristas brasileiros comentam dificuldades e desvalorização da carreira

(…)

Segundo Melanie, uma das razões da posição de pouco reconhecimento dos roteiristas está na informalidade que ainda cerca o trabalho. “Existe muita informalidade. O produtor muitas vezes é teu amigo e te chama, você até tenta deixar a coisa mais formal com a presença de um advogado, mas é uma negociação melindrosa”, explica. A escritora ainda conta uma experiência particular para ilustrar o argumento: “Eu já fiz isso, foi uma oferta normal, mas a reação do produtor, não. Ele me ligou depois e disse ‘Você está maluca?’. O resultado é que você precisa trabalhar, então aceita. Alguns roteiristas têm mais fama e podem dizer não, mas em geral não dá para fazer isso”.

Anna Muylaert, uma das roteiristas do filme O ano em que meus pais saíram de férias (2005) e diretora do aclamado Que horas ela volta? (2015), aponta que a profissão de roteirista no Brasil seria muito mais estável se os profissionais tivessem o mínimo de direitos perante a produção de sua obra. “Sobre a profissão de roteirista no Brasil, creio que deveríamos ter uma proteção maior do autor. Normalmente, para os contratos que escrevemos, seja em cinema ou televisão, agimos como prestadores de serviços. Recebemos um cachê e depois ficamos sem direito autoral nenhum. Isso deveria ser mudado”, defende.

(…)

Para o professor de roteiro do Departamento de Audiovisual da Universidade de Brasília, Paulo Gonçalo Martins, novas mídias e formatos de produção na indústria do entretenimento podem se tornar aliados na valorização da profissão de roteirista. “O que eu acho mais interessante é que novos formatos como videogame, séries, web séries, narrativa e outras, estão sendo mais exploradas. Isso, com o apoio público e privado, tende a consolidar a produção e seus setores. É uma coisa que com o tempo tende a melhorar”, aposta.

 

Texto IV

(http://adufms.org.br/tag/mp-746/)

 

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema Desafio do acesso a bens culturais no Brasil, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.