Atualidades para o ENEM: A Coreia do Norte

O que é a Coreia do Norte?

É um pequeno país entre a Coreia do Sul e a China com 25 milhões de habitantes, sua capital é Pyongyang e é habitada por 3 milhões de pessoas. Desde 1948, é liderado por membros da família Kim. Em 1950 rolou a guerra da Coreia, onde os Estados Unidos lutaram pelo Sul, enquanto a China pelo Norte. Em 1953, com o final da guerra, o país se fragmentou em dois. Porém, nenhum acordo de paz foi assinado, logo, tecnicamente eles continuam em guerra.

Com a queda de URSS e a diminuição do apoio da China, entre outros fatores, a economia do país foi destruída, gerando a falta de comida e mantimentos para a população. A fome chegou a matar quase 1 milhão de pessoas. Ao mesmo tempo, o líder Kim II Sung passou a ser vangloriado como um deus. Desde sua morte, em 1994, seu filho e neto governaram em cima da falsa ideia de prosperidade que ele havia criado no país. Entre 230 posições, a Coreia do Norte está na posição 211, como uma das nações mais pobres do mundo, com uma população que sobrevive com uma renda de mais ou menos 460 reais por mês.

A sua maior base da economia é o apoio chinês que exporta milhões de toneladas de carvão por ano, além de ferro, frutos do mar e roupas. Porém, em fevereiro de 2017, a China suspendeu a importação de carvão norte coreano. O que isso pode significar? Fora isso, a Rússia possui uma relação com o país, já que também faz fronteira. O país dá algum tipo de suporte econômico à Coreia do Norte, além disso, Moscou investe no setor de energia do país dando ao regime de Kim moeda estrangeira para que ele possa comprar bens estrangeiros. Ainda existe um programa de mão de obra barata que levou por volta de 10.000 norte coreanos para trabalhar na Rússia.

A vida na Coreia do Norte é tão ruim quanto parece. O governo autoritário se utiliza de execuções públicas, trabalho forçado, restrição de saída do país, além de cometer crimes que violam extremamente os direitos humanos como: estupro, escravidão, tortura, aborto forçado, entre outros. O Estado ainda administra os gulags, que são campos de trabalho forçado. Quem comete um suposto crime, não é punido sozinho, seus filhos e netos também sofrem as consequências. Apesar dos pesares, algumas pessoas conseguem levar uma vida normal, com o aumento de roupas ocidentais, disponibilidade de veículos, acesso a transportes públicos e a possibilidade de surfar entre os 30 sites disponíveis na internet norte coreana.

Desde 1991, estima-se que apenas de 20 a 50% da população acredite no governo. Após o fim da União Soviética, o país passou pela Grande Fome, que deixou 23 milhões de norte coreanos passando fome e matou 10% da população. Além disso, a base do país é a agricultura, mas como sofre de invernos rigorosos, a situação é mais complicada do que parece. A mensagem do governo é: coma apenas duas refeições por dia! (sim, com ponto de exclamação)

A relação Coreia do Norte e EUA

Desde o “final” da guerra, tropas americanas se instalaram na Coreia do Sul. A Coreia do Norte divulga os Estados Unidos como vilões imperialistas agressores dos direitos dos coreanos. Há até um museu no país mostrando as atrocidades dos americanos.

Há anos a Coreia do Norte quer e não para de desenvolver suas armas nucleares. Muitos acreditam que essa é a forma como Kim Jong Un achou de ameaçar o mundo caso tentem tirar sua família do poder. O programa nuclear do país está tão avançado, que pode produzir uma nova bomba nuclear a cada 7 semanas. Agora, com seu míssil intercontinental, pode, teoricamente, atingir grandes cidades dos Estados Unidos.

Kim Jong Un / AP Photo/Wong Maye-E, File

China x Korea

Por que a china ainda não se pronunciou? Essa é uma pergunta relativamente simples. Com uma possível reunificação dos países, a China teria tropas americanas em sua fronteira. Além disso, se o regime atual cai, o país cai e milhares de refugiados vão para a China. A China fica em vantagem também com preocupação dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul com a Coreia do Norte, tirando o foco de si.

E agora?

As coisas já foram melhores do que parecem, em 1994, um acordo foi assinado onde a Coreia do Norte congelaria o programa de plutônio em troca de ajuda para o país. Mas isso só durou até 2002, quando o acordo entrou em colapso. Em 2003, foi retomada uma segunda tentativa de acordo, mas em 2009, detalhes técnicos dissolveram a ideia. A esperança é um acordo diplomático, mas se o presidente Trump se recusar a aceitar que a Coreia do Norte possuí armamentos nucleares que chegariam até os Estados Unidos, a solução seria atacar e destruir sua artilharia, o que significa pura e simplesmente: guerra.

Quão feia é a situação?

Com os últimos testes nucleares, a gente sabe mais ou menos do que eles são capazes. Mas não se sabe se um míssil seria realmente capaz de atravessar a atmosfera e chegar aos Estados Unidos. Provavelmente não. A maior ameaça é de fato com o Japão e a Coreia do Sul. A Coreia do Norte possui uma artilharia gigantesca de armas convencionais, acredita-se que seja a maior do mundo. Seoul, a capital sul coreana, é o lar de mais de 25 milhões de pessoas e fica relativamente próxima à fronteira com a Coreia do Norte. O que causa grande preocupação. Infelizmente, o que vem depois ainda não sabemos responder.

Acompanhe nossa aula de Atualidades sobre a Tensão na Península Coreana:

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