As mulheres que mudaram o mundo

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Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Esse dia foi considerado um marco na história das mulheres devido às lutas para um lugar na sociedade e uma conquista importante: o direito ao voto.

Vamos falar nesse post sobre algumas das mulheres que tiveram e têm um papel importante na história. Filósofas, ativistas, artistas, professoras… todas possuem um papel essencial para nossa luta diária. São elas:

Virginia Woolf

Virginia Woolf

Woolf foi uma escritora que teve uma criação por pais bem liberais de acordo com a época em que viviam. Ela começou a escrever quando ainda era jovem. Sempre curiosa e dedicada, ela começou a trabalhar em um jornal da família.

Suas obras, sejam contos ou livros, tinham traços do Modernismo Clássico. Alguns de seus trabalhos eram totalmente voltados para as mulheres, o que a fez ser pioneira em segmentar seus conteúdos para esse público. Posteriormente, após sua morte, Woolf foi estudada por outras escritoras – e feministas -, e é considerada uma das primeiras representantes feministas da época. Em sua obra, “A Room of One’s Own”, ela diz:

“Uma mulher deve ter dinheiro e uma sala própria se quiser escrever ficção.”

Durante sua vida, Woolf foi vítima de profundas depressões, perdas e cometeu suicídio aos 59 anos, em 1941.

Simone De Beauvoir

Simone de Beauvior

Nascida em 1908 em Paris, França, De Beauvoir é considera a fundadora do movimento feminista moderno. Ela também foi filósofa existencialista e teve um relacionamento fora do comum com o filósofo Jean-Paul Sartre. Quando se conheceram, os dois ainda eram estudantes e, durante a relação, traçaram um caminho muito construtivo para suas carreiras.

Desde nova, De Beauvoir se mostrava ser fora dos padrões. Criada em meio ao catolicismo, ela chegou a considerar virar freira, porém, aos 14 anos, começou a questionar sua fé e decidiu se declarar ateia. Nos estudos, se dedicou à Matemática, Filosofia e Literatura, além de se aprofundar no estudo da existência humana.

Ela tem inúmeros trabalhos publicados sobre ficção e não-ficção durante toda sua carreira. Sua principal obra sobre o feminismo foi “O Segundo Sexo”, de 1949, que analisa o papel da mulher na sociedade e critica o patriarcado. Foi nele, que a famosa frase foi publicada: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Com esse livro, De Beauvoir recebeu inúmeras críticas, incluindo do Vaticano, que considerou o livro proibido para leitura.

“Se a questão feminina é tão absurda, é porque a arrogância do homem tornou isso uma discussão'”

Frida Kahlo

Frida Kahlo teve a atenção do movimento feminista moderno, mas em meio a sua vida repleta de problemas de saúde, amores intensos e pinturas, não se reconheceu como uma feminista, e sim foi considera pela corrente feminista posterior como um símbolo representativo.

Ela possuía grande prestígio por ser mulher de um pintor mexicano bem famoso e por seu envolvimento, assim como ele, com a arte. Em sua juventude, as roupas consideradas masculinas, ou seja, roupas inadequadas para uma mulher, faziam com que Frida Kahlo fosse reconhecida por sua personalidade forte. Seus traços pouco femininos também colaboraram com sua imagem.

A artista virou objeto de estudo de cientistas sociais que estudavam o feminismo. Para alguns, ela retratava em suas obras o papel da mulher de uma forma diferente da tradicional. Frida Kahlo se expressava através de obras em auto retrato. Todos os seus quadros transparecem o que seria uma mulher independente do que a sociedade poderia impor à ela.

Frida Kahlo ainda se destacou nas artes, mesmo sendo mulher, o que foi uma grande conquista, com a ajuda das feministas que a adotaram como integrante do movimento.

“Eu não pinto sonhos ou pesadelos. Eu pinto minha própria realidade.”

Angela Davis

Angela Davis (2017) em um evento na Universidade de La Sierra.

Angela Davis é uma professora e ativista americana de 74 anos, que defende o Direito das Mulheres perante a sociedade. A sua obra mais famosa é “Mulheres, Raça e Classe”. Quando jovem, Davis organizou diversos grupos inter-raciais que se uniam para lutar por direitos nas ruas.

Ela estudou Filosofia na graduação e posteriormente virou professora da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde foi demitida por ter associação com o comunismo. Davis recorreu sua demissão na Justiça e conseguiu de volta seu trabalho até o fim de sua contratação.

Hoje, Angela Davis é aposentada e tem uma bagagem de leituras e estudos sociais. Enquanto professora, ensinou seus alunos sobre História da Consciência. Ela continua presente em eventos e palestras sobre o Direito da Mulher e sobre preconceitos raciais.

“Se não sabemos como conversar de maneira significativa sobre o racismo, nossas ações se moverão em direções enganosas.”

Malala Yousafzai

Malala Yousafzai aos 20 anos

Malala decididamente tem um papel importante na sociedade contemporânea. Vítima de um atentado aos 15 anos, por ser mulher e ativista, a jovem paquistanesa se recuperou e conquistou méritos por lutar pela educação de crianças, jovens e principalmente mulheres, que se situam no meio do cenário dominado pelo Talibã em alguns países do Oriente Médio.

O regime autoritário do Talibã proíbe mulheres de frequentarem a escola. Malala não vive mais sob domínio opressor e hoje é dona de uma Fundação que tem como objetivo educar mulheres crianças e jovens. Nós falamos sobre a vida de Malala aqui no blog.

Seu livro, “Eu sou Malala”, conta a história de sua vida e critica o regime político adotado pelos países em que atua o Talibã.

Até o momento, a jovem conquistou o Prêmio Nobel da Paz, Prêmio Madre Teresa, Prêmio Simone De Beauvoir, entre outros.

“Uma criança, uma professora, um livro, uma caneta pode mudar o mundo.”

Feliz Dia da Mulher! <3 🙂