A tecnologia da escolarização do Brasil contemporâneo

1960

Toda segunda-feira liberamos um novo tema de redação para nossos alunos praticarem. Nesta semana, o tema em questão é sobre tecnologia e educação: “A tecnologia da escolarização do Brasil contemporâneo”. Para ter acesso à correção, adquira o curso Redação na Prática! Confira aqui.

Texto 1

 O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino

Não restam dúvidas sobre a intensa presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar. Esse contexto lança o desafio para escolas e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.
“Estamos no século 21, não tem como dar aula como se dava há 10 anos”, diz Glaucia Brito, professora do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a escola está atrasada. Os jovens são outros e os professores precisam se transformar para seguir essa mudança.
O uso da tecnologia pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os mais atraentes e fazendo com que o aluno adote uma postura mais participativa. No Colégio Dom Bosco, em Curitiba, tablets e netbooks são fornecidos aos alunos desde o 6.º ano do ensino fundamental. “A ideia é tentar falar a mesma linguagem [dos alunos]. Não adianta ser diferente em casa. Trabalhamos o uso responsável”, explica o professor de Física e coordenador de Tecnologias, Raphael Corrêa.
A escola trabalha de duas maneiras: recorre a objetos educacionais digitais, como vídeos, animações, imagens e infográficos, para dar suporte às aulas, e estimula a pesquisa dos alunos na internet, com a orientação do professor sobre como encontrar a informação desejada de forma segura e a partir de fontes confiáveis. Entretanto, não são só benefícios que os dispositivos móveis trazem. O colégio controla o uso quando a aula não necessita dos aparelhos e bloqueia o acesso às redes sociais, os principais vilões quando o assunto é distração.
“Tem professor que reclama que os alunos não prestam atenção, ficam só no celular. Mas, na minha época, por exemplo, nos distraíamos com gibi. A questão é como está a aula do professor”, avalia Glaucia, que defende ser possível dar uma aula de qualidade e atraente mesmo sem usar aparatos modernos. (…)

(http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-usar-a-tecnologia-a-favor-do-ensino-ealmosyp83vcnzak775day3bi)

 Texto 3

 tecnologia e educação

 

(clarissatams.wixsite.com)

 

Texto 4

 5 MITOS SOBRE O USO DE TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

 (…)

  1. A TECNOLOGIA VAI RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DA ESCOLA

Mito. Assim como qualquer ferramenta, do caderno à televisão, as tecnologias digitais podem ser usadas para o bem ou para o mal. Ou ainda, podem ser usadas com intencionalidade, planejamento e acompanhamento ou apenas como distração para “quem já terminou a tarefa”. (…)

  1. A TECNOLOGIA VAI SUBSTITUIR O PROFESSOR

Mito. Pensar na sala de aula moderna como uma guerra entre professor e tecnologia (quantas vezes você pede para que seus alunos guardem os celulares durante o dia?) só torna os educadores mais resistentes à inovação. Pergunte-se: qual conteúdo sua turma está acessando através dos aparelhos eletrônicos? Por que ele é interessante? Provavelmente, porque permite interação, resposta imediata, leitura através de hiperlinks – um texto que leva a um vídeo que leva a um fórum… E assim por diante. Como o currículo escolar pode se assemelhar a isso? (…)

  1. A TECNOLOGIA AUMENTA O TRABALHO DO PROFESSOR

Mito. No início, é verdade, usar tecnologia educacional vai exigir capacitação profissional – a maioria dos professores brasileiros afirma que apenas a universidade não os prepara para a sala de aula conectada. Após o período de aprendizado, contudo, a tecnologia serve justamente para facilitar a rotina escolar. (…)

  1. PROFESSORES MAIS VELHOS NÃO CONSEGUEM SE ADAPTAR À TECNOLOGIA

Com certeza, um mito. Uma pesquisa americana realizada pela The Richard W. Riley College of Education and Leadership, da Walden University, mostrou que, apesar de professores jovens usarem mais tecnologias digitais em suas vidas pessoais, a idade não influencia em seu uso na sala de aula. Basta se inspirar na história de Valyncia O. Hawkins, que implantou o Ensino Híbrido após 20 anos de experiência na mesma escola. (…)

  1. A TECNOLOGIA TORNA OS ALUNOS PREGUIÇOSOS OU DISTRAÍDOS

Mito – e dos grandes! O que distrai os estudantes é ser obrigado a realizar exercícios fáceis demais ou complexos demais; ou seja, que não estejam de acordo com seu ritmo de aprendizado. Esse problema pode ser resolvido com plataformas de ensino adaptativo, como a Geekie, que elaboram um plano de estudos personalizado de acordo com as dificuldades de cada aluno. Assim, eles recebem atividades específicas que os desafiam, sim, mas dentro de suas capacidades. (…)

(https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/1568ec864950c738)

 

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A tecnologia da escolarização do Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

 

Instruções

– O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.

– A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.

– A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.

– A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.

– A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.