A explosão em Beirute e a física das ondas de choque

Entenda o fenômeno das ondas de choque que chamaram muita atenção na recente explosão em Beirute

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Postado: 11 de agosto, 2020
explosão em Beirute

Na última semana, aconteceu a trágica explosão no porto de Beirute, capital do Líbano. Uma explosão que causou um estrago extenso na cidade libanesa, deixando os cidadãos em choque. O problema aconteceu quando toneladas de nitrato de amônio entraram em ignição e explodiram, desencadeando ondas de choque pela cidade. Dito isso, vamos entender o que são as ondas de choque e onde o fenômeno está presente.

A explosão ocorreu por conta de um armazenamento de nitrato de amônio, que contava cerca de 2,7 mil toneladas. O composto químico é oxidante, ou seja, é um material que libera oxigênio de forma rápida, podendo resultar em ignição. Por ter um grande potencial explosivo, o nitrato de amônio é muito utilizado na fabricação de bombas.

explosão em Beirute

Ainda se tratando do ocorrido, uma explosão é capaz de desencadear um fenômeno ondulatório chamado onda de choque. Esse tipo de onda é um distúrbio de propagação, onde elementos como pressão, velocidade etc, variam de forma brusca. A formação desse fenômeno se dá no momento em que os pulsos de pressão se movem com uma velocidade maior que a do som (no meio em que os pulsos acontecem). Existem outros exemplos de onda de choque, como: trovões, aviões sônicos, disparos de rifles etc.

Na explosão do porto, houve uma grande liberação de energia e temperatura, causadas pela quantidade de nitrato de amônio armazenados. Nesse caso, houve uma detonação, pois a energia liberada foi propagada em onda de choque, causando uma destruição muito grande na cidade, tendo alcançado um raio de 10km do ponto de ignição.

Por fim, como um outro exemplo do fenômeno, em 2012, um caça da força aérea brasileira passou pelo Supremo Tribunal Federal, em Brasília, e destruiu todos os vidros do prédio. Na ocasião, os caças estavam voando baixo e as ondas de choque formadas pela velocidade da aeronave foram responsáveis por quebrar os vidros do STF.

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