5 fake news na História brasileira

Os 5 projetos de nação que precisavam ser encobertos por fake news por seus arquitetos no poder.

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fake news

Com todo o perdão do anacronismo do termo “fake news”, vamos analisar alguns momentos na história de nosso país em que a disseminação massiva de uma informação mentirosa ou falaciosa mudou os rumos políticos do Brasil. Além é claro, de encobertar alguns projetos de nação que, na visão de seus arquitetos, precisavam ser encobertos.

1. Assassinato de João Pessoa

O vice candidato de Getúlio Vargas em 1930 acabou sendo assassinado por motivos pessoais (o fulano estava colocando chifres em um coitado que se revoltou). No entanto, em um contexto político de vitória da oligarquia paulista para o cargo de Executivo nacional, Vargas e seus aliados começaram a espalhar que João Pessoa teria sido assassinado a mando dos paulistas. O discurso golpista somado à suposta corrupção das urnas criou a justificativa perfeita para o golpe de Vargas em 1930.

2. Plano Cohen

Eis Vargas aparecendo aqui novamente… Em 1937, visando permanecer no poder do Executivo nacional, Vargas desenvolve um plano de falsificar supostas cartas trocadas entre líderes comunistas, indicando uma suposta tentativa de tomada do poder por meio de uma revolução. A partir da publicidade desses documentos falsos, Vargas cria uma prerrogativa para fechar o Congresso e instaurar a ditadura do Estado Novo.

Cena do filme 'Imagens do Estado Novo — 1937-45' Foto: Divulgação

3. Atentado da Rua Toneleros

Dessa vez, Vargas foi a vítima da fake news. Um de seus inimigos políticos, Carlos Lacerda, acaba sofrendo um atentado contra sua vida em uma rua no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro (capital da época). Obviamente, Lacerda, que já criticava o perfil autoritário do presidente, começou a veicular que o atentado foi a mando de Vargas! As investigações são apuradas e o real responsável era o chefe da guarda pessoal do Presidente, Gregório Fortunato, que pensando estar ajudando a imagem de Vargas, acaba gerando uma das motivações do suicídio do presidente em 1954.

4. IPÊS

Com financiamento da CIA, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais foi um dos principais arquitetos do golpe civil-militar de 1964. A instituição tentava vincular a imagem de Jango ao comunismo e criou um medo infundado de uma revolução socialista no país. A atuação do IPÊS se baseava na criação de propagandas e filmes que mostravam como a ideologia em questão era demoníaca e anti-ética. Em cenário de Guerra Fria…

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5. Suicídio de Herzog

Como sempre, uma ditadura fazendo jus ao nome… Vladimir Herzog, um jornalista opositor preso pela ditadura é encontrado de joelhos enforcado em sua cela com sinais de torturas e perfurações. Repito: DE JOELHOS ENFORCADO. A nota oficial dizia que ele teria se suicidado, porém a Comissão Nacional da Verdade já esclareceu o caso e constatou claro assassinato (obviamente). O crime de Estado foi mais um dos diversos cometidos pelos governos militares entre 1964 e 1985.

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