1ª Redação Julho – A Questão do Agronegócio no Brasil

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema A questão do agronegócio no Brasil, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Deixe claro o seu ponto de vista, por meio de argumentos coerentes e com embasamentos teóricos.

TEXTO 1

Moderno, eficiente e competitivo, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. O agronegócio é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país.

O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Estima-se que o PIB do setor chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra US$ 165,5 bilhões alcançados no ano passado. Entre 1998 e 2003, a taxa de crescimento do PIB agropecuário foi de 4,67% ao ano. No ano passado, as vendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36 bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões.

Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tão expressivo no comércio internacional do agronegócio quanto o Brasil. Os números comprovam: em 1993, as exportações do setor eram de US$ 15,94 bilhões, com um superávit de US$ 11,7 bilhões. Em dez anos, o país dobrou o faturamento com as vendas externas de produtos agropecuários e teve um crescimento superior a 100% no saldo comercial. Esses resultados levaram a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) a prever que o país será o maior produtor mundial de alimentos na próxima década.

O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários. É o primeiro produtor e exportador de café, açúcar, álcool e sucos de frutas. Além disso, lidera o ranking das vendas externas de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro e calçados de couro. As projeções indicam que o país também será, em pouco tempo, o principal pólo mundial de produção de algodão e biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes, além de suínos e pescados, são destaques no agronegócio brasileiro, que emprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores somente no campo.

(http://www.portaldoagronegocio.com.br/pagina/o-que-e)

TEXTO 2

Crédito escasso afeta o agronegócio brasileiro (16.05.2015)

O agronegócio, que ajudou a sustentar a economia nos últimos dois anos, com taxas robustas de crescimento, está sob risco de perdas diante da escassez de crédito, juros mais altos e da disparada do dólar em relação ao real. Diante da dificuldade de acesso a novos financiamentos, produtores rurais já atrasam a compra de insumos para a próxima safra.

Levantamento feito pelo Broadcast, com dados do Banco Central mostra que a queda de contratações para custeio no primeiro quadrimestre do ano foi de 18,86% em comparação a igual período de 2014. O desempenho do crédito foi influenciado, entre outros fatores, pela menor captação da poupança rural e por uma retração dos depósitos à vista – principais fontes para o financiamento do agronegócio.

De janeiro a abril do ano passado, o sistema financeiro havia feito R$ 19,921 bilhões em contratos de crédito rural voltados para o custeio. Este ano, no mesmo período, essa cifra foi de R$ 16,164 bilhões. Os dados do BC mostram que o financiamento que usa fundos da poupança rural, por exemplo, encolheu 26,97%, passando de R$ 10,388 bilhões para R$ 7,586 bilhões, valores referentes apenas a contratos de custeio.

Nos financiamentos que têm como fundo os depósitos à vista, o tombo foi de 23,40%, passando de R$ 8,279 bilhões para R$ 6,342 bilhões no período. De acordo com o Banco Central, esses valores estão contratados e são classificados como crédito aberto à disposição do tomador, o que não significa que eles foram totalmente concedidos. Ou seja, a liberação efetiva para o produtor na agência bancária pode ser ainda menor do que os dados revelam.

“O crédito não está aparecendo na ponta, para o tomador. Já existe atraso na aquisição de insumos. Essa compra já deveria estar acontecendo, mas não foi por falta de crédito”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Ricardo Tomczyk.

(http://www.midiamax.com.br/economia/259033-credito-escasso-afeta-agronegocio-brasileiro.html )

TEXTO 3

agronegocio

(https://latuffcartoons.wordpress.com/2012/10/25/)

TEXTO 4

Legislação para o atual agronegócio está obsoleta, afirma procurador do Trabalho (04.09.2014)

A falta de flexibilidade da CLT em relação ao trabalho no campo foi a principal crítica dos representantes da cadeia produtiva; ministro Neri Geller deu sua opinião

O primeiro painel do Fórum Soja Brasil: um campo de incertezas debateu os problemas na legislação trabalhista no campo. Participaram do debate o presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, Glauber Silveira, o consultor Jurídico da Aprosoja-RS João Albino Farias e o procurador do Trabalho do Rio Grande do Sul Ricardo Garcia.

A falta de uma lei trabalhista adequada ao trabalho no campo foi o principal tema deste encontro. O dirigente da Aprosoja Brasil fez críticas em relação à Norma Regulamentadora 31 (NR-31), à terceirização e o trabalho análogo à escravidão.

– O que acontece dentro do campo é diferente do que acontece na cidade. Precisamos construir um novo modelo para deixar a legislação mais transparente e mais clara. Uma interpretação diferente de quem fiscaliza pode colocar um produtor numa lista negra, que fica sem acesso a crédito. No final, você não está construindo, está regredindo – afirma Dalpasquale.

Glauber Silveira seguiu no mesmo sentido, afirmou que a lei é subjetiva e que ela não pode ser totalmente aplicada no campo. Ele pediu bom senso na legislação e sugere que haja flexibilidade na jornada de trabalho dos funcionários do campo.

– É uma lei muito subjetiva (CLT), que foi feita para a cidade e que não tem aplicabilidade para o campo. Toda legislação deve ter bom senso. No campo, a jornada precisa ser diferente, tem período de plantio e colheita. É preciso ter uma jornada diferenciada no campo, precisa mudar a legislação – reforça Silveira.

O procurador do Trabalho explicou como é a avaliação para autuar um produtor por praticar o trabalho análogo a escravidão. Também afirmou que toda ação do Ministério do Trabalho é embasada em investigação da Polícia Federal. Entretanto, ele concorda que a legislação é antiga e não foi elaborada para a produção rural.

– A CLT para o agronegócio atual está obsoleta mesmo. Ela foi feita para um outro período do Brasil, focada no desenvolvimento industrial do país. O problema é como elaborar isso. É necessário que haja uma representação significativa dos assalariados do campo para que exista uma discussão para se fazer uma lei que seja boa para ambos – afirma Ricardo Garcia.

O ministro da Agricultura, Neri Geller, participou brevemente do encontro e afirmou que a pasta está empenhada em achar um termo que seja consenso entre os trabalhadores e os produtores rurais.

– O produtor precisa de opção, a legislação tem que ser diferenciada. A questão precisa ser discutida e o Ministério vai ajudar nisso. Teremos uma participação efetiva para solucionar isso. Mas também tem que existir condições de trabalho – completou o ministro.

(http://www.projetosojabrasil.com.br/legislacao-trabalhista-para-o-atual-agronegocio-esta-obsoleta-afirma-procurador-trabalho/)

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