A Tabela Periódica e seus Novos Elementos

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Quatro novos elementos foram descobertos por cientistas japoneses, russos e norte-americanos e confirmados pela IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada). 113, 115, 117 e 118 compõe a sétima linha da tabela periódica.

tabela periódica
Associated Press

O líder da pesquisa em Riken (Japão), Kosuke Morita, disse que pretende olhar para o território inexplorado do elemento 119 e ir além. Os elementos descobertos ainda não foram nomeados. O primeiro será o 113 e a nomeação acontecerá na Ásia. “Japonium” é um dos nomes cotados, estes podem ser baseados em um conceito mitológico, um mineral, um lugar ou país, uma propriedade ou um cientista. Os elementos estão sendo provisoriamente chamados de: unúntrio (Uut ou elemento 113), ununpentium (Uup, 115), ununseptium (117) e ununoctium (Uuo, 118).

Veja a explicação do nosso professor de Química, Carlos Palha, sobre a tabela periódica:

Desde a antiguidade se tem conhecimento de alguns elementos químicos tais como: a prata (Ag), o cobre (Cu), o chumbo (Pb), o ouro (Au), o mercúrio (Hg). Porém, foi em 1669 que o alquimista Henning Brand fez a primeira descoberta científica de um elemento químico: o fósforo (P). A partir daí, vários outros elementos foram sendo descobertos e juntamente foi se fazendo necessário estudar as propriedades deles.

Em 1869, o professor de Química, o siberiano Dimitri Ivanovich Mendeleev, organizou a tabela periódica de acordo com a qual nós conhecemos hoje. Na época, eram apenas conhecidos sessenta e três elementos químicos que foram organizados pelo Químico através de cartas, onde cada uma continha o símbolo do elemento, sua massa atômica e suas propriedades físicas e químicas. A partir daí, Mendeleev colocou as cartas em cima de uma mesa e foi organizando-as, levando em consideração uma ordem crescente de suas massas atômicas, deixando no mesmo grupo elementos que possuíam propriedades químicas semelhantes. Uma grande vantagem da tabela periódica proposta por ele é que esta mostrava relações na análise vertical, diagonal e horizontal. O modelo proposto pelo professor lhe valeu o prêmio Nobel em 1906, porém ainda apresentava algumas imperfeições.

Foi então, que em 1913, o inglês Henry Mosseley descobriu que o número de prótons existente no núcleo de um átomo era sempre o mesmo. A partir dessa descoberta, ele propôs rearranjar a tabela periódica baseando-se em uma ordem crescente dos números atômicos, sanando assim as imperfeições existentes no modelo de Mendeleev.

Em 1940, o cientista Glenn Seaborg descobriu o plutônio. Seaborg descobriu todos os elementos transurânicos que possuem número atômico que variam de 94 até 102. Em 1951, o cientista ganhou um prêmio Nobel por esse trabalho. Então, a IUPAC recomendou que a numeração dos grupos seria em algarismos arábicos de 1 até 18, começado da esquerda para a direita.Veja a tabela completa com os novos elementos:


tabela periodica 2016

 

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