Redações do Enem 2015 Retratam Casos Reais de Violência

0
1161

O tema da redação do Enem 2015 foi “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira“. O tema tem pertinência e está em concordância com a atualidade. Ao contrário das edições anteriores do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), havia apenas uma única postura a ser assumida pelos candidatos: ser contrário à violência.

De acordo com Aloizio Mercadante, ministro da Educação, foram identificadas diversas redações com relatos que indicavam casos de violência contra mulher. Candidatas descreveram cenas de violência em que foram vítimas ou testemunhas. Diante dos casos de violência expostos através do tema da redação do Enem 2015, Mercadante consultou o Ministério Público e à Secretaria de Políticas para as Mulheres a fim de auxiliar as vítimas na resolução dos casos.

O Ministério Público e a Secretaria de Políticas para as Mulheres optaram por reagir dando orientações públicas para não colocar a segurança das candidatas em risco. “Da mesma forma como estamos tendo sigilo com a redação dela, a informação confiada ao 180 (número da Central de Atendimento à Mulher) será mantida em total sigilo”, informou Mercadante.

A presidente Dilma Rousseff, através do Twitter, também expôs sua opinião através das seguintes afirmações: “O aumento da conscientização sobre a violência contra a mulher ajuda a combater a violência. Muitas redações preocuparam os avaliadores com depoimentos de pessoas que foram assediadas, estupradas ou testemunharam violência, em muitos desses casos a violência está bem próxima. A redação foi momento de reflexão não só para os estudantes, mas para toda a sociedade”.

redação enem 2015

Ainda há muita violência contra a mulher e a melhor maneira de se proteger é denunciar o agressor. A Central de Atendimento da Mulher atende pelo número 180. É um serviço criado pelo governo federal para receber denúncias, relatos de violência contra mulher. Além disso, as possíveis vítimas recebem informações sobre seus direitos, leis vigentes e se necessário encaminhadas à orgãos de investigação.

Comentários

comentários

Sem comentários

DEIXE UMA RESPOSTA