Enem 2016: 5 dicas de argumentação para uma redação nota 1000

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Você sabia que a capacidade argumentativa está presente em 3 das 5 competências exigidas na redação do Enem? Exatamente, saber como argumentar da forma correta é chave para a sua redação nota 1000! Por isso, hoje o blog do QG traz 5 dicas infalíveis de como criar e estruturar os argumentos de sua redação. Veja quais são:

Tenha coerência

A coerência é um dos pontos mais importantes em textos argumentativos-dissertativos (conheça aqui os outros tipos textuais). É imprescindível que, ao construir a sua estrutura argumentativa, as informações presentes na sua redação não apresentem contradição entre si. Ou seja, os seus argumentos devem ser coerentes para um texto com um bom potencial de convencimento, e não ter colocações que possam parecer contraditórias com a sua linha argumentativa ou dentro da própria veracidade das informações.

Tenha finalidade em seus argumentos

Você já sabe que os argumentos de sua redação devem ter coerência, mas também é importante dar atenção à qualidade dessas suas informações para que elas tenham uma finalidade bem objetiva e estruturada. Para isso, você pode organizar os argumentos de sua redação em duas categorias:

Conclusão – Aqui, você precisa deixar claro o ponto de vista que você tentou comprovar durante toda a estrutura de sua redação.

Premissa – Nela, serão apresentadas colocações necessárias para justificar o porquê daquela conclusão ser verdadeira, ou seja, é onde você irá provar a legitimidade do seu raciocínio. Sua premissa pode ser dividida em duas ou três partes.

Veja um exemplo:

Tema: Violência contra a mulher

Premissa 1: As mulheres têm medo de denunciarem seus maridos mesmo existindo a Lei Maria da Penha.

Premissa 2: A mídia estimula uma cultura de mulher como objeto sexual, frágil e subversiva ao homem.

Conclusão: Existe uma necessidade de mudanças na sociedade para que haja uma maior conscientização. Esta transformação social pode partir das escolas através da educação.

Veja também como construir uma boa proposta de intervenção. 

Julgue as suas afirmações

Observe, sempre, o grau de “verificabilidade” das suas informações. A sua premissa só pode ser considerada verdadeira quando é possível verificar que a sua afirmação corresponde ao que pode ser observado na nossa realidade. Por exemplo, caso afirmemos que Einstein ainda está vivo, estaremos dizendo algo que não é verdade. O mesmo aconteceria com a sua estrutura argumentativa. Para você afirmar que a lei seca diminui os acidentes de trânsitos, por exemplo, é preciso verificar se faz sentido ou não esta informação.

Evite comparações absolutas e colocações declarativas   

Um dos erros mais comuns que os candidatos cometem na redação do Enem é a generalização ampla em suas premissas, que acabam gerando comparações absolutas. Por exemplo, ao utilizar o argumento “Os brasileiros, ao contrário dos europeus, não gostam de trabalhar”, o candidato estará utilizando um raciocínio genérico, marcado por estereótipos e de fácil invalidação.

Além disso, também é muito importante estar atento às premissas consideradas “declarativas”, ou seja, aquelas que irão utilizar argumentos pessoais que podem enfraquecer a força de convencimento do seu texto. Frases do tipo “Gostaríamos muito que fosse diferente”, “Não tenho esperanças para uma solução” passam a impressão de lamento pessoal, e podem ser julgadas de forma negativa pela banca examinadora. (Veja como você pode ter a sua redação anulada)

Cuidado com a utilização de termos e conceitos

Muitas vezes utilizamos termos que podem ter diversos significados dependendo do contexto que estão inseridos e que podem gerar dúvidas quanto à sua argumentação. Isso acontece com palavras como justiça, bondade, amor, paz, etc. Por isso, quando você for utilizar um termo que talvez gere subjetividade em suas ideias, procure sempre especificar o sentido.

O mesmo pode acontecer com alguns conceitos que você não compreende muito bem, principalmente em textos em que você irá se posicionar politicamente de alguma forma. Você não pode utilizar o conceito “comunismo” ou “capitalismo”, por exemplo, sem saber o real significado deste contexto e se ele realmente se encaixa na sua ideia.

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