Coreia do Norte e o Eixo do Mal

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O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou, no dia 6 de janeiro, que fez um teste com uma bomba de hidrogênio, a  “Bomba H”. O fato está repercutindo no mundo inteiro.  Existe uma dúvida se realmente tais testes aconteceram ou se foi apenas um embuste do governo norte-coreano. Este fato reacende o grande conflito com a vizinha, a Coreia do Sul. O governo norte-americano está em alerta há um bom tempo.

No dia 11 de setembro de 2001, ocorreram os ataques terroristas em território norte-americano. Em um deles, dois aviões se chocaram com as torres gêmeas em Nova Iorque. O ataque coordenado por Osama Bin Laden (morto em 2011), líder da rede terrorista Al-Qaeda, resultou na morte de mais de 3.000 pessoas.

Após os ataques, o então presidente George W.Bush declarou “guerra ao terror”, apontando três países como parte integrante do que ele chamou o “eixo do mal”. As nações apontadas foram: Iraque, Irã e Coreia do Norte.

Os três países, cujos os regimes são extremamente diferentes, foram considerados culpados em uma tentativa de associá-los ao terrorismo. O fato é que quase 16 anos depois, os países estão em pauta nos noticiários internacionais e por motivos extremamente diferentes. Em nenhum deles, a Al-Qaeda tem qualquer influência.

O ex-presidente americano George W.Bush declara que Iraque, Irã e Coreia do Norte fazem parte do eixo do mal, como resposta ao ataque de 11 de setembro.
Como resposta ao ataque de 11 de setembro, o ex-presidente americano, George W.Bush, declara que Iraque, Irã e Coreia do Norte fazem parte do eixo do mal.

O Iraque foi invadido, sem consentimento da ONU, pelas tropas norte-americanas e inglesas com a acusação de que o ex-ditador, Saddam Hussein, escondia armas de destruição em massa. Este fato nunca foi confirmado. Com a queda e a morte do ditador, o Iraque agora vive uma guerra civil. O Estado Islâmico, que surgiu nas prisões do Iraque controladas pelos americanos e cujo os integrantes são sunitas, lutam contra as forças do governo do presidente xiita, Fuad Masum, para tomar o poder e ocupar territórios iraquianos. Os curdos, que ocupam grande parte da região do país, lutam contra o Estado Islâmico para manter o controle das suas regiões.

Também em janeiro, o clima de tensão entre o Irã e a Arábia Saudita aumentou. Isso ocorreu depois que um líder religioso xiita foi sentenciado à morte pelo governo saudita. Esse acontecimento pode influenciar diretamente na guerra civil que está acontecendo na Síria, pois os dois países divergem em relação ao governo do país. A Arábia Saudita apoia os rebeldes e o Irã é aliado do governo atual de Bashar al AssadO Irã estava em negociação com o governo norte-americano em relação a não ploriferação de armas nucleares no país. Em troca, os Estados Unidos finalizaria as sanções aplicadas ao país desde a revolução de 1979, liderada pelo Aiatolá Khomeini.

O que esperar daqui para frente? Infelizmente, mais tensões e mais guerras civis. O terrorismo muda cada vez mais a configuração do mundo. Parece que os xiitas e sunitas nunca irão se entender e que a Coreia do Norte continua esquizofrênica.

Pelo visto, as coisas estão todas fora do eixo.

 

Comentários

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2 COMENTÁRIOS

  1. O Irã com sanções econômicas já é perigoso e, sem elas, estando mais rico, poderá ser muito mais. Situação complicada!

  2. Como vai, Jhosen!
    O governo segue um fundamentalismo religioso, autoritário e que vive em conflito com os Estados Unidos, Israel e seu grande inimigo histórico, a Arábia Saudita. Mas um dos grandes problemas das sanções é que a população acaba sofrendo as consequências. Um exemplo disso é, por causa delas, o Irã não tem como comprar peças de reposição para aeronaves, o que gera um grande número de acidentes com aviões. Muitas peças são contrabandeadas. Como você falou, a situação é complicada. Agora com o fim das sanções, o mundo ficará de olho. O interessante é que boa parte do povo iraniano gosta do ocidente e se identifica com os Estados Unidos, até porque os governos, antes da revolução de 1979, já tiveram fortes relações.

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