A exploração sexual comercial de crianças e adolescentes no Brasil

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Toda segunda-feira liberamos um novo tema de redação para nossos alunos praticarem. Nesta semana, o tema em questão é sobre exploração sexual de crianças e adolescentes: “A exploração sexual comercial de crianças e adolescentes no Brasil”. Para ter acesso à correção, adquira o curso Redação na Prática! Confira aqui.

Texto I

UM FENÔMENO COMPLEXO

Perfil das vítimas
O perfil das mulheres e meninas exploradas sexualmente aponta para a exclusão social desse grupo. A maioria é de afrodescendentes, vem de classes populares, tem baixa escolaridade, habita em espaços urbanos periféricos ou em municípios de baixo desenvolvimento socioeconômico (…) Muito embora o atrativo dos ganhos financeiros seja relevante em ambos os casos, percebe-se que, naqueles em que o tráfico tem origem nos municípios interioranos, a necessidade de sobrevivência e a violência intrafamiliar influenciaram diretamente na decisão das adolescentes em aceitar as ofertas ilusórias dos aliciadores. Portanto, o lado financeiro da questão não é o único a ser levado em conta na decisão das adolescentes. Há casos em que os problemas nas famílias também são determinantes.

Propostas de enfrentamento
A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma questão ainda cercada de tabus, medos, omissões e até mesmo indiferença em vários segmentos da sociedade brasileira. Felizmente, a partir da década de 1990, iniciou-se, no Brasil, um processo de mobilização (…). Dessa forma, apoiado nos novos paradigmas jurídicos da Constituição de 1988, da Convenção dos Direitos da Criança de 1989 e do ECA de 1990, o Brasil vem, aos poucos, consolidando uma cultura favorável à defesa da causa da infância e da adolescência e à criação de mecanismos concretos de acesso às políticas sociais e às ações especializadas de combate à violência sexual.

Com uma base jurídica formal protetora, avanços importantes têm sido observados nos últimos anos. Um exemplo claro disso é a alteração do modelo de gestão das políticas sociais, que introduziu os elementos da descentralização, da participação e da mobilização, elevando o município à condição de base primordial para a proteção de crianças e adolescentes. Outros aspectos igualmente relevantes são a criação de espaços públicos, de natureza plural e democrática, para a reflexão crítica sobre as bases jurídicas paradigmáticas; as políticas públicas para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes; e os mecanismos objetivos de implementação, como os orçamentos das três esferas de governo, os planos plurianuais e os planejamentos anuais dos órgãos das políticas setoriais. Foi nesse contexto que surgiu, em 2002, o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente – uma instância democrática de mobilização e articulação permanente, composta de representantes dos setores organizados da sociedade civil, do poder público e de organizações internacionais que atuam na área da infância e da adolescência. A criação de um fórum permanente para a discussão da temática foi uma das propostas do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil, estabelecido em 2000.

http://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_03.pdf

Texto II

CORPO FRÁGIL
Uma menina vestida com um pequeno biquíni expõe seu corpo frágil. Ela não parece ter mais do que 13 anos, mas é uma das dezenas de garotas andando pelas ruas à procura de clientes debaixo do sol da tarde. A maioria vem das favelas da região. Ao parar o carro, a reportagem da BBC é recebida com uma dança provocante da menina, para chamar a atenção.

“Oi, meu nome é C. Você quer fazer um programa?”, ela pergunta. C. pede menos de R$ 10 por seus serviços. Uma mulher mais velha chega perto e se apresenta como mãe da menina.

“Você pode escolher outras duas meninas, da mesma idade da minha filha, pelo mesmo preço”, ela diz.

Quando a noite cai, em uma área com bares e bordéis da cidade, o playground sexual de Recife ganha vida. Prostitutas se divertem com turistas, dançando e procurando por clientes em potencial. Muitas delas parecem ter muito menos do que 18 anos de idade. Motoristas de táxi trabalham com as garotas que são jovens demais para entrar nos bares. Um deles me oferece duas pelo preço de uma e uma carona para um motel local.

“Elas são menores de idade, então são muito mais baratas que as mais velhas”, explica ele ao me apresentar S. e M.

Nenhuma delas faz nenhum esforço para esconder sua idade. Uma delas leva consigo uma bolsa da Barbie, e as duas se dão as mãos com um olhar que parece aterrorizado diante da perspectiva de um potencial cliente.

http://www.bbc.com/portuguese/celular/noticias/2010/07/100730_brasil_pedofilia_rc.shtml

Texto III

tema exploração sexualhttp://www.agustinosrecoletos.org/imgs/reportajes/200911/05_13.jpg

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