60 anos da Era JK: a criação de Brasília e a industrialização

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Em 1956, começava a Era JK. Um governo voltado para o progresso industrial que culminou em um forte endividamento para o país.

Após a Era Vargas, marcado por governo totalitarista, o Brasil se viu dividido politicamente. Existiam aqueles que eram antigetulistas, os favoráveis à ditadura e os que queriam manter a política de Getúlio Vargas. Para conquistar a Presidência, Juscelino Kubitschek teve que ousar em sua proposta eleitoral para sobreviver às tensões políticas. Assim, surgiu seu programa de governo conhecido como Programa ou Plano de Metas, cujo slogan era “Cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo“.

PLANO DE METAS

O programa de governo da Era JK foi criado em cima de 30 objetivos que deveriam ser alcançados em diversos setores da economia. Este Plano foi baseado em diversos estudos e diagnósticos, realizados desde 1940, por várias comissões e missões econômicas. Por isto, o Plano de Metas tinha como foco principal cinco setores econômicos: energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação.

Entretanto, na prática, os setores que receberam mais recursos financeiros foram o de energia, transporte e industria de base. Totalizando 93% dos recursos privados e públicos, o que permitiu o crescimento das indústrias – atingindo 100% no quinquênio 1956-1961. Este crescimento ampliou a produção das máquinas e insumos, os quais, por sua vez, estimularam o parque industrial brasileiro e a mecanização do campo. Da mesma forma, a produção de bens de consumo (como automóveis e eletrodomésticos) beneficiou-se.

CRIAÇÃO DE BRASÍLIA

A construção de Brasília entrou como um objetivo extra no Plano de Metas e ficou conhecida como “meta síntese”. A ideia era construir, planejar e estabelecer uma cidade para qual fosse transferida a capital do Brasil – na época, título dado à cidade do Rio de Janeiro. O propósito da nova capital era promover uma maior integração de todo o território brasileiro e ajudar no desenvolvimento do interior do país, atraindo a população para a região.

O projeto urbanístico ficou por conta de Lúcio Costa e os principais prédios da cidade foram projetados por Oscar Niemeyer. A construção de Brasília, no entanto, só começou a ser realizada em 1953 e, três anos depois, foi inaugurada com um custo estimado de 1 bilhão de dólares.

Apesar da Era JK ter trazido alguns benefícios para o Brasil, a política de Juscelino desestruturou a economia no médio e longo prazo. E mesmo enfrentando a oposição da UDN (partido político fundado em meio ao processo de redemocratização após a Era Vargas, que agrupava líderes antigetulistas), no fim de seu mandato, JK começou a enfrentar greves e manifestações contra o seu governo.

O aumento dos gastos públicos com o Plano de Metas e a criação de Brasília, a concessão de aumentos salariais, o alargamento das linhas de crédito do Banco do Brasil e o empréstimo de 300 milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), associados à diminuição da exportação dos produtos nacionais, provocaram o endividamento do setor público. Fazendo, assim, que a Era JK ficasse conhecida como a época do desenvolvimento industrial e do aumento da dívida econômica do Brasil.

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Comentários

comentários

1 COMENTÁRIO

  1. A era jk..jk iria construir brasilia ou depois da jatai hum cidadao perguntou pra jk se ele iria construir capital se eleito ou partir dessa fato entrou o plano pra construcao da nova capital …jk aproveitou da situacao e afirmou se eleito construira brasilia

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