Existência de uma cultura do medo da informação

O ENEM passou, mas os outros vestibulares estão batendo na porta. Treine com o QG com o tema: existência de uma cultura do medo na sociedade da informação.

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Toda segunda-feira liberamos um novo tema de redação para nossos alunos praticarem. Nesta semana, o tema em questão é sobre exploração sexual de crianças e adolescentes: “Existência de uma cultura do medo da informação”. Para ter acesso à correção, adquira o curso Redação na Prática! Confira aqui.

TEXTO I

medo

(historiativa-jailson.blogspot.com)

TEXTO II

Caminhos da Reportagem fala sobre Nomofobia, a fobia de ficar sem celular

Por TV Brasil

O Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, abordou a “nomofobia”, termo originário do inglês que significa “no-mobile-phobia”, ou seja, a fobia de se ficar sem celular. Pode parecer estranho, mas milhares de pessoas ao redor do mundo já passaram ou passarão por esse problema, que tem a Internet como causa. Mas estar on-line 24 horas por dia parece um caminho sem volta.

Para o pesquisador Eduardo Guedes, especialista em tecnologia, “hoje, você tem dispositivos que leva com você a todo instante. É multiconectado. Está em qualquer lugar, a qualquer hora do dia, conectado à Internet.”

O uso constante da tecnologia faz com que, muitas vezes, os riscos sejam subestimados.

Riscos emocionais, psicológicos e até físicos. A auxiliar de produção Lucélia Paes precisou ser internada numa clínica para tratar do problema: “Eu ficava mexendo com os dedos, imaginava o celular no meu bolso. Eu imaginava o celular embaixo do meu travesseiro.”

De acordo com o psicólogo Cristiano Nabuco, “o telefone já não cumpre mais a função daqueles telefones antigos, de se comunicar através da voz. Hoje, você tem rede social, máquina fotográfica, filmadora, GPS, música. Por isso que essa sedução se torna muito maior.”

A tecnologia tem influenciado o ensino, mas algumas escolas tradicionais ainda prezam pela não-utilização de dispositivos tecnológicos na sala de aula. Contudo, já admitem que o uso desses aparelhos pelos jovens é inevitável. Outras instituições acreditam em uma mudança de paradigma, como a Escola Mater Dei, em São Paulo.

Em casa, os pais estão em busca de um caminho. Qual o melhor momento para as crianças começarem a usar tablets, smartphones ou qualquer outro dispositivo tecnológico? A filósofa Viviane Mosé aconselha: “precisamos entender que a tecnologia é uma tsunami que já vem. Não podemos lutar contra ela. Não é possível. Não precisa encher teu filho de tecnologia. Mas entenda que ele está usando, ajude-o a usar melhor.”

(http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/03/caminhos-da-reportagem-fala-sobre-nomofobia-fobia-de-se-ficar-sem-celular)

 TEXTO III

Medo de gente: a fobia social

Os sintomas do transtorno podem surgir ainda na infância e o tratamento envolve a simulação de situações que geram ansiedade (Fernanda Teixeira Ribeiro)

O mais comum dos transtornos de ansiedade é a fobia social, ou ansiedade social, que afeta de 3,5% a 16% da população geral – os dados variam devido à metodologia e às amostras dos diferentes estudos. Os primeiros sinais costumam surgir ainda na infância. O psiquiatra Márcio Bernik enumera possíveis sintomas do transtorno nessa fase da vida, que devem ser examinados com cuidado. “Ansiedade de separação, uma preocupação exagerada em se afastar dos pais ou de que algo ruim aconteça com eles. Situações em que a criança fala somente na presença dos pais ou parentes próximos, recusa-se a ir para a escola ou manifesta sofrimento excessivo na véspera de provas ou competições esportivas.”

A fronteira entre a timidez excessiva e o transtorno é difícil de demarcar – basicamente, é necessário tratamento quando o receio de ser observado e avaliado pelos outros começa a causar sofrimento ou prejuízos em algum campo da vida, seja profissional, como a perda do emprego por evitar o ambiente de trabalho, seja pessoal, como a dificuldade em travar relacionamentos. “O fóbico social costuma ser monossilábico, econômico nas palavras. Isso é geralmente interpretado pelas outras pessoas como desinteresse. A pessoa com o transtorno tende, assim, a se isolar. Evita situações cotidianas nas quais pode se sentir constrangida, como comer ou escrever na frente dos outros”, diz Tito Paes de Barros Neto, psiquiatra e terapeuta do comportamento. Além disso, a ansiedade social está particularmente relacionada ao abuso de álcool e outras drogas que facilitam a interação social.

O tratamento da fobia social é feito com antidepressivos e terapia comportamental, que compreende estratégias como terapia de exposição e treino de habilidades sociais. O terapeuta simula em consultório situações que geram ansiedade – como incentivar o paciente a preencher um cheque na presença de outras pessoas e, principalmente, iniciar e manter conversas. A ideia é que a exposição repetida e prolongada diminui gradualmente a sensibilidade ao estímulo.

(http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/medo_de_gente_a_fobia_social.html)

 

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Existência de uma cultura do medo da informação” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções

– O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.

– A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.

– A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.

– A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.

– A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

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