Perambulando com o QG: Medicina, Nazismo e as Drogas

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Este prédio com arquitetura Bauhaus é hoje da Universidade de Frankfurt, mas foi construído entre 1929 e 1930, e abrigava um complexo de laboratórios para a produção de óleo sintético, borracha, explosivos, pesticidas e inclusive os gases letais utilizados nos Campos de Concentração nazistas. No final da guerra, o prédio foi ocupado pelo militares norte-americanos, e utilizado no pós-guerra como base do Plano Marshall (plano de reconstrução da Europa). Com o fim da Guerra Fria, em 1995, o prédio voltou ao governo alemão e foi vendido à Universidade de Frankfurt.

бкс банк в спб адреса Qual a relação entre a medicina desenvolvida pelos nazistas nos anos 1930 e 1940 e as drogas?

сколько стоит переварить заднее крыло Para o nazismo, muitas doenças refletiam uma espécie de degeneração racial. Dentro da ótica do Partido Nazista chefiado por Adolf Hitler, os arianos* eram superiores racialmente frente aos demais. Essa propaganda, que tinha também objetivos políticos de expansão territorial e da economia alemã, era uma crença comungada pelos nazistas e contou com maciço apoio da classe médica.

отечность ног лечение народными средствами De fato, muitos médicos aderiram firmemente ao regime, assim como cientistas, químicos e biólogos. Os motivos eram muitas vezes menos políticos, e mais pessoais: ascensão na carreira, dinheiro, possibilidade de realizar pesquisas científicas com pessoas que seriam “descartadas” pelo regime, e inclusive a obtenção de emprego para os jovens médicos – dado que quase 50% dos médicos e cientistas na Alemanha no início da década de 1930 eram judeus, e sem estes, um amplo espaço de atuação e oportunidade fora aberto.

http://essentialtoronto.com/owner/na-dne-gorkiy-tsitati.html на дне горький цитаты Por parte do regime nazista, a atuação dos médicos e cientistas era essencial para justificar uma superioridade biológica perante as raças consideradas “inferiores”. A medicina e a nobre atuação do médico passavam um “ar positivo” às atrocidades cometidas. Ademais, o jaleco branco também dava uma “justificativa científica” para os desejos políticos do Führer.

история до и после крещения роман ключник Duas outras características explicam o porquê do regime nazista ter tido uma relação tão estreita com as ciências da saúde. Nos anos 1920 e 1930, a Alemanha tinha as melhores escolas, laboratórios e universidades para a formação de médicos, biólogos, químicos. Havia uma tradição alemã de desenvolvimento científico nessas áreas, assim como na física. Outro fator era que naquele momento histórico, não apenas a Alemanha, mas outros países como os Estados Unidos, estavam em voga políticas de melhoramento racial (eugenia), como através de esterilização de parte da população (nos Estados Unidos o faziam com os presidiários).

http://finansmir.ru/library/mosgortrans-ofitsialniy-sayt-raspisanie-avtobusov-moskva.html мосгортранс официальный сайт расписание автобусов москва схема вентиляции в парной бани E como a ciência, bem como a atividade médica, foi posta a serviço dos nazistas?

Além de demonstrar a superioridade racial dos germânicos, a ciência estava a serviço da eficiência da guerra: como para drogar os soldados e aliviá-los de suas tensões frente aos efeitos dos combates. Ademais, a medicina era um instrumento para demonstrar as variações raciais, evoluções e como se podia potencializar as habilidades humanas.

правила чтения английских буквдля детей Para as experiências, os prisioneiros eram utilizados como cobaias: judeus, romenos, ciganos, e outros grupos étnicos e raciais considerados “inferiores” pelos nazistas. Vários espaços dos Campos de Concentração eram transformados em verdadeiros laboratórios para pesquisas científicas, a serviço do projeto de engenharia social nazista, e que também rendia lucros à indústria farmacêutica alemã.

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здоровая микрофлора кишечника Apesar de que até a primeira metade do século XIX uma série de drogas, tidas hoje

Embalagem e bula do Pervitin, lançado pelo laboratório Temmler em 1938. Considerado sem potencial de adição, foi liberado a partir de 1941 para ser adquirido sem prescrição médica e seu uso passou a ser disseminado entre os soldados. Esta exposição sobre o Pervitin está no Museu do Campo de Concentração de Sachsenhausen, pois foi lá que o remédio foi desenvolvido, sendo primeiramente testado nos prisioneiros, que eram utilizados como cobaias.
Embalagem e bula do Pervitin, lançado pelo laboratório Temmler em 1938. Considerado sem potencial de adição, foi liberado a partir de 1941 para ser adquirido sem prescrição médica e seu uso passou a ser disseminado entre os soldados. Esta exposição sobre o Pervitin está no Museu do Campo de Concentração de Sachsenhausen, pois foi lá que o remédio foi desenvolvido, sendo primeiramente testado nos prisioneiros, que eram utilizados como cobaias.

como ilegais e muito perigosas, fossem vendidas livremente em drogarias e farmácias, o amplo espaço de experiência e a ânsia por resultados dos nazistas ampliou ainda mais a produção de certas drogas. Uma delas bastante utilizada foi a metanfetamina – aquela famosa droga do seriado Breaking Bad. A metanfetamina foi amplamente produzida pelo laboratório farmacêutico Temmler Werke GmbH, sob o rótulo de Pervitin, desenvolvido e utilizado nos Campos de Concentração. E mais, o Pervitin era uma das drogas que circulavam abertamente entre os soldados alemães, e inclusive o próprio Hitler tomava injeções do medicamento várias vezes ao dia sob indicação de seu médico pessoal, dr. Theodor Morell.

 

* Segundo os nazistas ariano era a raça superior que compreendia todos os que compartilhavam as línguas indo-europeias.

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Imagem do Dr. Heinz Baumkötter (1912-2001), que ainda enquanto estudante de medicina aliou-se à SS, servindo como médico em vários Campos de Concentração. Em 1943, foi apontado como doutor chefe no Campo de Concentração de Sachsenhausen, e participou de uma série de experimentos com prisioneiros.

Na sede da Gestapo em Colônia, uma exposição sobre como os cientistas do regime nazista estudavam as famílias, e buscavam justificar a degeneração das raças não-arianas por meio dessas pesquisas.

Na sede da Gestapo em Colônia, uma exposição sobre como os cientistas do regime nazista estudavam as famílias, e buscavam justificar a degeneração das raças não-arianas por meio dessas pesquisas.

 

 

 

 

 

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Luiz Ramiro é bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ, tendo feito parte da graduação na Universidade de Paris X - Nanterre (França), e bacharel em Direito pela UFF, mestre em Ciência Política pelo IESP/UERJ. É doutorando em Ciência Política pelo mesmo IESP/UERJ, onde participa de grupo de estudos e pesquisa em Teoria Política e Pensamento Político Brasileiro. Foi monitor de disciplinas na Faculdade de Direito da UFF, bem como de ciência política no IFCS/UFRJ. Foi professor substituto do Departamento de Ciência Política do IFCS/UFRJ e, atualmente, leciona disciplinas na área de sociologia na UERJ e trabalha na tutoria e na coordenação de uma disciplina do curso de Tecnólogo em Segurança Pública e Social da UFF (oferecido em parceria com o CEDERJ).

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