Biologia para o ENEM: Genética

Um tema importante de Biologia no ENEM é Genética. Pensando nisso, o QG do Enem preparou um conteúdo super legal sobre o tema.

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 O conhecimento de Biologia é extremamente importante no ENEM, tanto para as questões referentes à disciplina quanto para ir bem nas outras áreas da prova. Um tema importante e recorrente no ENEM é Genética. Hoje, o queridíssimo Rafael Cafezeiro  nos dá uma super explicação sobre A Genéticas e seus conceitos básicos. Preparados?!

Desvendando os Cromossomos

O genoma (conjunto de todos os genes) está distribuído no DNA. As bactérias apresentam seus genes dispostos ao longo de apenas uma molécula principal de DNA, ou seja, esses seres procariontes apresentam apenas um cromossomo. Os seres eucariontes, no entanto, têm suas informações genéticas distribuídas ao longo de diversos “pedaços” de moléculas de DNA, sendo assim podemos dizer que os eucariontes possuem vários cromossomos. Por exemplo, em cada célula da espécie humana (excetuando células germinativas) serão encontrados 46 cromossomos. E como nós sabemos que os pais são os responsáveis pelas características dos filhos, subentende-se que 23 cromossomos vêm do pai e 23 da mãe, consequentemente podemos dizer que em nossas células encontraremos 23 pares de cromossomos.

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Esta figura mostra uma molécula de DNA se condensando de tal maneira que origine um cromossomo.

Para cada par de cromossomos que contém informações para as mesmas características chamamos de cromossomos homólogos, na nossa espécie eles são enumerados do par 1 ao par 23.

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Cariótipo com cromossomos simples de um indivíduo do sexo masculino, onde o 23º par é compreendido pelos cromossomos X e Y.

Obs.: O organismo ou célula que possua pares de cromossomos homólogos é denominado diploide (2n). A célula ou organismo que possui apenas um cromossomo de cada tipo é haploide (n).

Mais uma vez tomemos como exemplo a nossa espécie. As nossas células somáticas são diploides (2n =46), já os nossos gametas, espermatozoides e óvulos, são haploides (n = 23).

Locus gênico – O que é? genetica 3

É o local específico de um gene em um cromossomo. Citemos como exemplo, mais uma vez o cromossomo número 1. Nesse cromossomo há uma região específica para o gene APOA2, que será responsável pela produção de uma apolipoproteína (que forma a molécula de colesterol), em outro locus do mesmo cromossomo reside gene ACTN2 (gene para produção da proteína alfa-actina). Já o gene SRY (ou TDF), que influencia na iniciação da formação das características sexuais masculinas, não está no cromossomo 1 esse gene está localizado num locus do cromossomo Y (cromossomo sexual presente apenas em
homens).

1.3 – Alelo

Os alelos nada mais são que diferentes sequências de nucleotídeos que podem ocupar um locus específico. Os alelos são simbolizados por letras, por exemplo, A, a, B, b…

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Nesta figura estão representados dois pares de cromossomos homólogos hipotéiticos, repare que o alelo “A” ocupa a mesma posição (mesmo locus) que o alelo “a”. Ainda no par 1 percebemos outro locus que é ocupado pelos alelos B ou b. Já no par de homólogos número 2 verificamos o locus para o gene “C”.

 

1.3.1 – Aelo dominante: é representado por uma letra maiúscula. Esse alelo será expresso mesmo que no outro cromossomo haja um alelo diferente.

1.3.2 – Alelo recessivo: é representado por uma letra minúscula. Esse alelo para ser expresso deve estar em dose dupla, ou seja, presente nos loci (plural de locus) dos dois cromossomos.

Atenção: O organismo diplóide que possui o mesmo alelo nos dois cromossomos homólogos é homozigoto, AA ou aa, por exemplo. O indivíduo será heterozigoto se possuir um alelo de cada tipo, Aa por exemplo.

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A figura mostra três indivíduos diferentes para o mesmo par de cromossomos. Os indivíduos I e II são homozigotos, enquanto que o indivíduo III é heterozigoto.

1.4 – Genótipo e fenótipo

O genótipo é a composição alélica (genes) para uma característica, por exemplo AA ou homozigoto dominante, aa ou homozigoto recessivo e Aa ou heterozigoto.

O fenótipo é uma característica geralmente visualizavel ou mensurável, é o resultado da expressão de um gene somada à influência do ambiente por exemplo, cor da pele, tipo de cabelo….

Obs.: Plasticidade fenotípica

Muitas vezes um fenótipo pode sofrer alterações dentro de uma certa amplitude. Por exemplo, se uma pessoa mulato médio for exposta continuamente ao sol, apresentartá após um tempo pele com tonalidade mais escura (mas nunca se tornará um negro) ao passo que se esta pessoa parar de se expor aos raios solares tenderá a ficar mais claro (mas nunca será um branco).

Para entedermos o que foi explicado anteriormente, analisemos um clássico exemplo, o albinismo oculocutâneo 1 (OCA1A), que é causada pela mutação no gene TYR. A expressão do alelo para produção da enzima tirosinase (“A”) possibilita a produção desta enzima ativa, que atua na primeira etapa da produção da melanina, proteína da pele responsável pela proteção contra os raios UV. A expressão do alelo para a tirosinase mutada (“a”), tem como consequência a produção da enzima inativa, o que resulta na incapacidade de síntese de melanina.

Observe a tabela a seguir:

Genótipo Fenótipo
AA = homozigoto dominante Pigmentação normal
Aa = heterozigoto Pigmentação normal
aa = homozigoto recessivo Albino (sem pigmentação)

 

Note que para a característica pigmentação da pele o fenótipo normal é dominante, já o albinismo é recessivo.

Para entender um pouco melhor, analise o a figura a seguir.

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A figura mostra a representação do par de cromossomos homólogos 11 e o locus do gene TYR, onde os alelos “A” e “a” podem residir. Estão representados três indivíduos (I, II, III), no primeiro verificamos o genótipo AA e com isso fenótipo produção normal de melanina. No segundo vemos o genótipo Aa que também permite a formação do fenótipo normal. O terceiro, por sua vez, possui alelo “a” em dose dupla, ou seja, genótipo aa, por isso esse indivíduo tem como fenótipo o albinismo.

 

Assista à explicação:

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