Geografia no Enem: a Bacia do Pacífico

Um tema importante de Geografia no Enem é a Bacia do Pacífico. Pensando nisso, o QG do Enem preparou um conteúdo super legal sobre o tema.

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 O conhecimento de Geografia é extremamente importante no ENEM, tanto para as questões referentes à disciplina quanto para ir bem nas outras áreas da prova. A compreensão geográfica facilita na resolução de questões com gráficos, contextualizações, fenômenos, uso de energias, recursos naturais, escalas de tempo, indicadores sociais, diversidade da vida, entre outras.

Um tema importante que vem sendo muito cobrado no ENEM é o Oriente. Países orientais, com suas culturas e suas peculiaridades sociais, econômicas e políticas, vêm causando curiosidade e tomando grande importância para nós. O crescimento de países como a China, por exemplo, afeta diretamente nossa vida em diversos aspectos. Sendo assim, escolhemos a dedo um assunto para dividir com vocês, com informações especiais para ajudá-los nso estudos para o ENEM: a BACIA DO PACÍFICO.

A expressão Bacia do Pacífico associou-se à noção de um bloco econômico na década de 1970, quando os chamados Tigres Asiáticos – China, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul – empreenderam a sua acelerada arrancada industrial. Esse processo surgiu durante a disputa comercial iniciada com o fim do comunismo e a abertura dos mercados de antigos países socialistas. Atualmente, essa região de complementaridade econômica é formada, além dos Tigres Asiáticos, pelo Japão e pelas zonas econômicas especiais da China, com processo industrial voltado essencialmente para o mercado externo.

Para compreender melhor como funciona a Bacia do Pacífico, apresentamos para vocês detalhes referentes aos principais integrantes do grupo.

JAPÃO

Na agricultura, o Japão apresenta uma pequena extensão de terras cultiváveis (apenas 15% do país), o que determina a necessidade de importação de muitos produtos como milho, trigo e frutas. No entanto, o país se destaca na produção de arroz, ocupando as planícies e encostas, conseguindo até quatro colheitas anuais, graças à utilização de técnicas tradicionais associadas a modernas tecnologias.

Na indústria, o país foi praticamente feudal até o início da Era Meiji (1868-1912), quando ocorreu a Revolução Industrial do país, com forte participação do Estado, e uma série de transformações, como obrigatoriedade do ensino e criação de indústrias estatais de base e centralização do poder político. Posteriormente, estas indústrias foram vendidas, em condições muito favoráveis, aos grupos familiares mais fortes (Zaibatsus). Com o crescimento econômico, o país entra na fase imperialista (1872-1945), dominando a Coréia, Formosa, Manchúria, entre outros territórios.

Já com a guerra e a derrota para os EUA, o Japão criou a chamada Zona de co-prosperidade e slogans como “A Ásia para os asiáticos”, mantendo a idéia da potência regional asiática. A rápida reconstrução do país ficou conhecida como “Milagre Japonês” e teve como principais fatores o capital dos EUA, preocupados com a expansão socialista, sendo uma plataforma capitalista; a mão-de-obra numerosa, disciplinada e relativamente barata; a poupança interna; a reorganização dos Zaibatsus; enfraquecimento dos sindicatos; política de superávit; concentração de indústrias; ação do MITI (Ministério do Comércio Internacional); grandes investimentos em educação e ciência; e herança confuciana: ética, autoconfiança, disciplina e hierarquia.

No começo, os japoneses copiaram e reproduziram produtos fabricados por outros países industrializados, principalmente aqueles que possuíam grande aceitação no mercado internacional, como os dos setores eletrônico e automobilístico. Mas logo começaram a desenvolver sua própria tecnologia e aperfeiçoar esses produtos. A microeletrônica e a robótica são exemplos disso. Assim, ao mesmo tempo em que conquistava o mercado interno, a indústria japonesa foi se voltando para o mercado externo, através de redução de custos e melhoria de qualidade dos produtos.

Uma questão muito importante sobre o Japão é a constante luta contra a sua própria geografia, marcada pela exiguidade territorial e pela carência de matérias-primas, tendo que criar seu espaço no arquipélago. A concentração geográfica do capitalismo japonês é um dos mais sérios problemas do país, que precisou e precisa, há todo tempo, conquistar novos espaços para habitação, indústria e serviços, além de descentralizar a produção e diminuir a concentração populacional na megalópole Tóquio-Osaka. Algumas iniciativas recentes foram a criação de “tecnópolis” fora da megalópole, a construção do túnel Siekan, unindo a ilha setentrional de Hokkaido a Honshu, e as pontes do “mar interior”, unindo Honshu a Shikoku.

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TIGRES ASIÁTICOS

Os Tigres Asiáticos, como já foi explicado lá no início do texto, são formados por Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. O enorme crescimento econômico desses países fez com que vários autores os apontassem como exemplo a serem seguidos para o desenvolvimento. O exemplo mais expressivo é o da Coreia do Sul que, atualmente, vem tendo grande destaque em diversos setores de tecnologia mais avançada e empresas originárias do país, como a Samsung e a Hyundai.

– Hong Kong era uma possessão inglesa encravada na China. Mesmo sendo uma cidade pequena e não muito populosa, não impediu a implantação de um modelo econômico com a produção destinada ao mercado externo. Além disso, os impostos reduzidos e os baixos salários atraíram muitos capitais, principalmente japoneses e norte-americanos. Atualmente, Hong Kong serve de entreposto para reexportação de produtos chineses.

– Cingapura, embora menor que Hong Kong, é um país independente. Trata-se de uma economia das mais abertas do mundo e, na última década, apresentou um crescimento extraordinário, com a maior parte de sua produção sendo exportada.

– Taiwan apresenta um mercado interno mais significativo que Hong Kong e Cingapura e ainda exporta 40% do total de sua produção. Como outras características da ilha, temos investimentos militares diretos dos EUA, principal mente em defesa e armamento; grande investimento em pesquisa e desenvolvimento; redução do BRAIN-DRAIN e política de repatriação de cientistas (55.000 vivem nos EUA); grandes investimentos na produção de chips para dominar o mercado mundial.

– A Coréia do Sul possui o maior mercado interno dos Tigres Asiáticos, exportando cerca de 25% de sua produção. Porém, para manter os elevados níveis de produtividade de sua economia, o país é obrigado a importar produtos de alta tecnologia, o que, às vezes, provoca déficit na sua balança comercial.  A Coréia do Sul tem as seguintes características: país pequeno e de pouca visibilidade no cenário mundial; rápido crescimento industrial; potencial de exportação; perspectiva de crescimento do mercado interno; dependência mínima de matérias-primas é uma meta a ser alcançada; investimentos militares diretos dos EUA reduzindo os gastos do país.

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CHINA

Em fins da década de 70, a China começou a adotar uma política de modernização com o objetivo de ampliar as trocas comerciais, adquirir modernas tecnologias e elevar o nível de consumo da população. As reformas começaram com a permissão para que determinadas empresas transnacionais se instalassem no país em associações de capital com o governo chinês e com a criação das ZEEs (Zonas Econômicas Especiais) ao longo da costa, para facilitar as exportações. As ZEEs são típicas zonas francas, onde as associações podem ser até inteiramente estrangeiras e são beneficiadas por concessões alfandegárias e fiscais. Essas concessões foram estendidas a Pequim e a Xangai, resultando em 14 unidades produtivas transnacionais.

A República Popular da China vem apresentando um rápido crescimento do seu PIB, da ordem de 7,5% ao ano. Este crescimento aliado ao grande volume de reservas cambiais permite maiores parcerias e presença no comércio mundial. Há grande receio em relação ao sistema bancário chinês, porém o governo promoveu intensa repressão aos bancos com problemas. A infra-estrutura de transportes e comunicação foi bastante melhorada com inversões em portos, aeroportos e linhas aéreas. Além disso ocorreu grande aumento na produção de bens de consumo e bens duráveis nos últimos anos. No setor agrícola, foram eliminadas as comunas populares e os camponeses foram autorizados a vender no mercado livre os excedentes das metas de produção previamente estabelecidas (contratos de responsabilidades).

O resultado imediato dessas modificações é que, apesar de manter seu sistema de partido único, sem liberdade de expressão e organização política, a China tem apresentado bons resultados em sua produção industrial e aumentado sua presença no mercado mundial.

 

1ª aula de Geografia do Curso Completo de 440 horas do QG do Enem: Bacia do Pacífico

Parte 1: Bacia do Pacífico I – Japão e Tigres Asiáticos – Quadro Físico e Era Meiji

Parte 2: Bacia do Pacífico I – Japão e Tigres Asiáticos – Milagre Japonês e Crise

 

Parte 3: Bacia do Pacífico I – Japão e Tigres Asiáticos – Questões Atuais e Exercícios

 

 

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